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quarta, 17 de agosto de 2022

Escama do pirarucu pode servir para revestimento de implantes ósseos

Pesquisa da Fapeam indica que os biomateriais cerâmicos derivados da escama de peixe são biologicamente melhores do que o hidroxiapatita quimicamente sintetizado.

20 de dezembro de 2021

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As escamas serão submetidas a diferentes tratamentos térmicos e termoquímicos para a remoção dos compostos orgânicos (Foto: Divulgação)

A produção de cimento ósseo retirado das escamas do Pirarucu para ser usado no revestimento de parafusos metálicos faz parte de um estudo para melhorar a densidade óssea na fixação dos implantes, principalmente no tratamento a pessoas que sofrem com a osteoporose.

A indicação foi feita na pesquisa coordenada pelo doutor em Ciência e Engenharia de Materiais Jean Carlos Silva Andrade, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O estudo verifica as propriedades físico-químicas, bioativas e biológicas da hidroxiapatita (HA) derivadas dos resíduos de um tradicional peixe da região amazônica, Arapaima Gigas, conhecido como Pirarucu.  

Segundo o pesquisador, a utilização da escama de pirarucu como fonte de transformação de baixo custo, matéria-prima base para o desenvolvimento de cimento ósseo bioabsorvível em revestimento para implantes, tem a possibilidade de aplicação tecnológica na indústria.  

 “A sociedade procura alternativas para a preservação dos recursos naturais, exigindo produtos e serviços que cumpram o fim a que se destinam, mas que sejam produzidos com menor impacto ecológico. Para alcançar essas necessidades, o estudo interdisciplinar torna-se fundamental, conseguindo atingir a tecnologia desejada, a preservação ambiental e a eficiência da produção”, comenta Jean Carlos. 

A pesquisa já apresenta resultados preliminares por meio da extração do fosfato de cálcio (CaP), de escamas do Pirarucu através do tratamento térmico alcalino (700-900ºC) e remoção de compostos orgânicos, para a produção de hidroxiapatita (HA). 

Pesquisas recentes demonstraram que os biomateriais cerâmicos derivados da escama de peixe (FSHA) são biologicamente melhores do que o HA quimicamente sintetizado e têm o potencial para uso como um esqueleto ósseo ou como materiais regenerativos. 

“A integração osso-parafuso por intermédio de cimentos tem se mostrado uma ótima alternativa para pessoas com osteoporose, onde a densidade óssea fragiliza a fixação dos implantes. A modificação da superfície dos implantes é frequentemente necessária para melhorar as propriedades biológicas e tribológicas dos implantes metálicos”, defende o pesquisador. 

De acordo com ele, os parafusos metálicos receberão revestimento de HA proveniente de escamas de peixe. O efeito da camada intermediária de revestimento HA sobre a força de adesão no substrato será investigada, assim como o desgaste do material e possíveis implicações na rejeição do implante através de corrosão e biotribocorrosão em simulação de fluido corpóreo.  

Metodologia

O estudo é realizado a partir de resíduos de escamas do Pirarucu, resíduo não tóxico, utilizados para se extrair fosfatos de cálcio (CaP), sendo uma fonte alternativa e barata para a produção de hidroxiapatita (HA), objetivando o desenvolvimento de cimento ósseo bioabsorvível à base de hidroxiapatita e utilizá-la para melhorar a biomecânica associada aos implantes ósseos.

As escamas serão submetidas a diferentes tratamentos térmicos e termoquímicos para a remoção dos compostos orgânicos. O desenvolvimento de hidroxiapatita granulada é de grande interesse devido à sua ampla utilização na área ortopédica e traumatológica (medicina e odontologia). No entanto, não existem materiais disponíveis no mercado nacional com qualidade e custo vantajoso. 

Além da Ufam, o estudo envolve pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Com informações da assessoria

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