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quinta, 20 de janeiro de 2022

Diagnósticos de câncer de próstata caem 77,6% no AM com a pandemia

Diagnósticos de cânceres masculinos caíram durante a pandemia devido a pandemia que desestimulou os homens a fazer exames de prevenção.

14 de janeiro de 2022

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Situação preocupa profissionais de saúde pois os homens são resistentes a fazer exames preventivos (Foto: Reprodução)

Levantamento do Painel Oncologia Brasil/Datasus entre janeiro e setembro de 2021 aponta redução de até 77,6% dos diagnósticos de câncer de próstata no Amazonas em função da pandemia. Os dados mostram queda também nos diagnósticos de câncer de testículo (47%) e de pênis (10%) no Estado. O fenômeno é nacional com queda no País, de 56% do diagnóstico de câncer de próstata, 31% nos de pênis; e 38% nos de testículo.

O volume de diagnósticos dos cânceres exclusivamente masculinos – próstata, pênis e testículo – diminuiu significativamente no Brasil no ano passado. A queda foi verificada nos primeiros nove meses de 2021 comparados ao mesmo período de 2019 – ou seja, antes e durante a pandemia da Covid-19. 

É uma situação preocupante na opinião  do cirurgião oncológico Gustavo Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e coordenador geral dos Departamentos Cirúrgicos Oncológicos do grupo BP-A Beneficência Portuguesa de São Paulo. “Tradicionalmente, os homens já cuidam menos da saúde comparado às mulheres e com a pandemia isso se agravou mais ainda”, avalia.

Segundo Guimarães, no início da pandemia de uma doença pouco conhecida, as pessoas tiveram medo de ir a serviços de saúde para fazer os exames de rotina devido o risco de contaminação da Covid-19. Depois, após melhora dos indicadores de infecção e de morte pelo novo coronavírus e avanço da vacinação, os pacientes,  aqueles com doenças crônicas e pacientes ocasionais, começaram a procurar novamente os serviços de saúde. “O cenário gerou uma sobrecarga e para dar conta da demanda dos pacientes que estão retornando ao tratamento, os serviços de saúde precisaram diminuir a oferta de consultas de primeira vez. Isso teve efeito direto no número de diagnósticos não só em câncer, mas em outras patologias”, avalia.

No caso das doenças oncológicas, o impacto é grande e muito grave porque diagnósticos mais tardios de tumores estão relacionados a pior prognóstico, a tratamentos mais agressivos e caros e com pior resultado. “Além dos custos diretos dos tratamentos, temos o custo irreparável de vidas humanas perdidas. Também é preciso lembrar que tratamentos mais complexos e longos significam para pessoas ativas profissionalmente, maior prejuízo em dias de trabalho. Um câncer em fase mais adiantada, mesmo quando o resultado do tratamento é satisfatório, pode levar a maior prejuízo da qualidade de vida do paciente e de sua família em função de sequelas”, afirma.

Os tumores de pênis, por exemplo, quando restritos ao órgão, a cura pode ser atingida em mais de 70% dos casos. Porém, quando compromete linfonodos inguinais, a sobrevida é menor que 50% em cinco anos. Se acomete linfonodos pélvicos, a sobrevida não chega a 20%. “Em geral, metade dos diagnósticos desse tipo de tumor são feitos depois de um ano do início da doença. O atraso maior ainda provocado pelo cenário da pandemia, pode custar ao paciente a necessidade de mutilação cirúrgica (amputação do órgão)”, explica o especialista.

O câncer de testículo tem maior prevalência no mundo entre os homens de 15 a 34 anos, superando a leucemia, que é o câncer pediátrico mais comum. Um fator que dificulta o diagnóstico precoce no Brasil é o fato de ser muito comum o homem associar qualquer alteração no testículo com alguma doença venérea ou trauma recente. “A maioria tem medo de falar sobre o assunto, principalmente com as esposas”, afirma Guimarães. Embora o câncer de testículo tenha baixa mortalidade, o sucesso do tratamento é maior quando a doença é descoberta precocemente.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, apesar dos avanços terapêuticos em relação ao câncer de próstata, cerca de 25% dos pacientes ainda morrem devido à doença. No Brasil, por mais que o câncer de próstata seja, biologicamente, uma doença com perfil indolente (de crescimento lento),  cerca de 20% dos casos são diagnosticados em fase avançada. A desigualdade de acesso aos serviços de saúde é um dos fatores que levou ao aumento da mortalidade por câncer de próstata no país nas últimas três décadas.

Com informações da Assessoria

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