Pegando o mundo de surpresa, a chegada do coronavírus ao Amazonas implicou em uma série de medidas para que fossem amenizados os impactos que o então desconhecimento e a gravidade da doença traziam.
Para atender às demandas que, principalmente, entre março e junho, inflaram o sistema de saúde do estado, o Governo do Amazonas teve que reforçar a estrutura tanto na capital quanto no interior, resultando, inclusive, na ampliação no número de leitos.
Só na capital, neste período de pico, o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aumentou em 150%, passando de 107 para 270. Os leitos clínicos saltaram 76%, aumentando de 532 para 939.
O aumento no número de casos de covid fez com que o Estado decretasse o fechamento do comércio, escolas, cinemas, bares, além de estabelecer protocolos padrões para os setores públicos e privados.
Todo esse cenário epidemiológico pode ser dividido em alguns momentos: de 13 de março a 30 de maio, houve um aumento acelerado de casos, na capital e no interior; de 1º de junho a 12 de setembro, quando houve redução no número de casos e algumas oscilações em decorrência do retorno das atividades comerciais e ampliação da oferta de testes diagnósticos.
No interior, todos os municípios passaram a ter, pelo menos, um respirador e um leito de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). O número de UCI no interior saiu de 49 para 116. O número de respiradores aumentou de 545 para 959 na rede estadual – 780 (+62,5%) na capital e 216 (+232%) no interior.
Planos de contingência e giro de leitos
Prevendo o aumento de casos da covid-19 no período sazonal (entre novembro e junho) da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) o Governo organizou o Plano de Contingência. Paralelamente, já iniciava a operação do Plano Giro de Leitos.
Dividido em cinco fases, o de Contingência quer chegar aos 440 leitos de UTIs e 1.222 leitos clínicos nos hospitais da capital.
O outro plano refere-se à redução das internações em decorrência de outras doenças nos prontos-socorros da cidade.
Metas para 2021
Com uma proposta orçamentária de R$ 2,6 bilhões para o próximo ano, uma das prioridades da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas para o ano que vem é o reordenamento do segmento.
Para isso, a secretaria quer dar continuidade ao programa “Saúde Amazonas”, que até 2022 tem investimento de quase R$ 1,5 bilhão.
O programa quer ampliar em 65% a oferta dos serviços de saúde e, assim, reduzir a fila de espera por consultas ou exames.
O “Saúde Amazonas” busca intensificar as ações no interior com o “Saúde nas Calhas”, que vai descentralizar os serviços assistenciais à população, estruturando as unidades de saúde fora de Manaus e a atuando na regionalização de cinco polos (Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Tabatinga e Tefé).
Outra meta é a modernização e integração das atividades desenvolvidas pelo Serviço de Tratamento Fora de Domicílio Interestadual do Amazonas, conferindo-lhe maior eficiência no atendimento.
Reportagem: Rosianne Couto
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