Nos próximos seis meses, a oferta de consultas e exames especializados na rede estadual de saúde deve ser ampliado em 65%. Mas essa é a meta inicial do programa Saúde Amazonas, lançado na última segunda-feira (31/08), pelo governador Wilson Lima.
No entanto, o principal objetivo é reduzir as filas da saúde e o tempo de espera por procedimentos na rede pública.
O aumento da oferta ocorrerá por meio de três ações específicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM): reabertura do hospital Delphina Aziz, aumento da oferta das policlínicas e o overbooking na marcação de consultas e exames.
A meta é ampliar de 262 mil para 404,7 mil a oferta mensal de procedimentos especializados. Assim sendo, as consultas terão aumento de 42%, saindo de 24 mil para 56,9 mil ofertas ao mês. Já a oferta de exames crescerá 68%, saindo de 237,9 mil para 347,8 mil/mês.
Abertura
A abertura, nos próximos dias, do Hospital Delphina Aziz para dar retaguarda à rede de saúde vai possibilitar, de imediato, a oferta de mais 12,5 mil consultas e 92 mil exames. Sendo assim, a unidade, que desde março está exclusiva para Covid-19, será o grande hospital de retaguarda da rede, funcionando com toda a sua capacidade instalada.
“O Delphina Aziz volta com nova função. Não será mais porta aberta, mas um grande hospital de retaguarda, colocando todo o seu parque de diagnóstico, serviços ambulatoriais, leitos e centro cirúrgico para desafogar Prontos-Socorros e atender a população”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo.
A secretaria também está reordenando o serviço de ambulatórios especializados nas oito policlínicas estaduais. Com isso, serão ofertados 17.524 consultas e 1.468 exames a mais por mês.
Com a aplicação da técnica do overbooking, planeja-se ofertar 2.837 consultas e 16.344 exames a mais, no mês, pelo Sistema de Regulação (Sisreg).
Mais vagas
O overbooking permite oferecer um número maior de vagas de consultas e exames, levando em consideração o absenteísmo, ou seja, a ausência sem justificativa do paciente às consultas e exames marcados.
Em 2019, foram 324.530 consultas não realizadas em razão da falta dos pacientes, gerando um desperdício financeiro estimado em R$ 7 milhões. No entanto, esse prejuízo que será sanado com o início do projeto de overbooking.
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