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quarta, 19 de janeiro de 2022

Agentes de saúde rastreiam casos suspeitos de hanseníase em Manaus

Dependendo do caso, com a confirmação da suspeita da hanseníase, será feito o agendamento para consulta com uma equipe especializada para confirmar ou descartar o caso.

4 de janeiro de 2022

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(Foto: Camila Batista / Semsa)

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), iniciou nesta segunda-feira, 3/1, a busca ativa de casos suspeitos de hanseníase em domicílios selecionados de forma aleatória nos bairros de maior incidência da doença, entrevistando moradores a partir de questionário elaborado pelo Ministério da Saúde.

As visitas em domicílio estão sendo realizadas por Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e seguirão até sexta-feira, 7/1, em 12 bairros: Colônia Antônio Aleixo, Jorge Teixeira, Cidade de Deus, Santa Etelvina, Novo Aleixo, Alvorada, Compensa, Petrópolis, Centro, Cachoeirinha, Praça 14 de Janeiro e Japiim. A estimativa é de que sejam realizadas 5.530 entrevistas em 1.106 imóveis.

Segundo a chefe do Núcleo de Controle da Hanseníase da Semsa, enfermeira Ingrid Simone Alves dos Santos, a ação faz parte da mobilização do “Janeiro Roxo”, campanha nacional de prevenção e controle da hanseníase, executada pela Prefeitura de Manaus anualmente com o objetivo de reforçar o trabalho de diagnóstico precoce da doença, garantindo o tratamento em tempo oportuno para seja possível evitar sequelas da doença.

“O município de Manaus registrou 100 casos novos de hanseníase no ano passado. Desse total, um índice de 19,35% já apresentava sequelas irreversíveis no momento do diagnóstico. É o índice mais elevado nos últimos 20 anos e mostra a importância da ampliação cada vez maior das ações de diagnóstico e busca ativa nos serviços de saúde, bem como a sensibilização da população sobre os sintomas da doença”, ressaltou Ingrid Santos.

A enfermeira lembrou também que a hanseníase tem cura e o início do tratamento medicamentoso interrompe a cadeia de transmissão. “A única forma de controle é aumentar o número de pacientes diagnosticados de forma precoce, iniciando o tratamento a tempo de evitar sequelas e interrompendo o processo de transmissão da doença, que pode manifestar os sintomas entre dois e sete anos a partir da contaminação”, informou Ingrid.

Ação

Após a visita dos ACSs aos domicílios, os formulários das entrevistas, devidamente preenchidos, serão encaminhados para avaliação pelas equipes das Unidades de Saúde mais próximas das residências. Dependendo do caso, com a confirmação da suspeita da hanseníase, será feito o agendamento para consulta com uma equipe especializada para confirmar ou descartar o caso. A consulta vai ocorrer no período de 19 a 21 de janeiro em 11 Unidades de Saúde, com médicos dermatologistas, fisioterapeutas, médicos clínicos e enfermeiros.

Registros

Em 2019, Manaus registrou 120 casos novos de hanseníase. Em 2020, foram 70 novos casos diagnosticados e, em 2021, o número chegou a 100 casos novos.

Em 2021, a taxa de abandono do tratamento ficou em 2,25%, a menor dos últimos 20 anos em Manaus. A proporção de cura foi de 93,26%, ultrapassando a meta do Ministério da Saúde que é atingir 90% de cura entre os casos diagnosticados.

Doença

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). Sua transmissão ocorre quando uma pessoa doente, sem ter iniciado o tratamento, elimina o bacilo por meio de secreções nasais, tosses ou espirros. A transmissão requer um convívio próximo e por um tempo prolongado.

Os sintomas na fase inicial da doença são as lesões na pele que causam diminuição ou ausência de sensibilidade ou lesões dormentes. Em estágios mais avançados pode apresentar edema de mãos e pés, febre, dor na articulação, ressecamento dos olhos, nódulos dolorosos, mal-estar geral, dor ou espessamento dos nervos periféricos, principalmente nos olhos, nas mãos e nos pés, e a diminuição ou perda de força nos músculos, inclusive nas pálpebras.

Com informações da assessoria

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