sexta-feira, 12 de julho de 2024

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MOBILIDADE URBANA

Dez anos depois, obras prometidas para a Copa do Mundo seguem inacabadas em Manaus

Em todo país. são 13 obras de mobilidade urbana que não foram entregues até hoje. Deste total, seis promessas nunca sairão do papel.
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Projeto arquitetônico do monotrilho que seria construído em Manaus, em 2014 (Foto: Fernandes/Arquitetos Associados)
Projeto arquitetônico do monotrilho que seria construído em Manaus, em 2014 (Foto: Fernandes/Arquitetos Associados)

Dez anos depois do pontapé inicial da Copa do Mundo no Brasil, cidades-sede do evento têm ao menos 13 obras de mobilidade urbana que não foram entregues até hoje. Dessas, seis são promessas que nunca sairão do papel, pois os projetos foram abandonados após o torneio, sem contar aquelas que foram entregues parcialmente ou com modificações significativas na proposta original.

Manaus, por exemplo, tem duas dessas obras que ficaram na promessa: o monotrilho Norte-Centro e a modernização do porto de Manaus.

O monotrilho foi deixado de lado antes mesmo da Copa, pois o Governo decidiu não levar o projeto adiante após avaliar os custos. Neste caso, o Governo do Amazonas entendeu existir “impossibilidade técnica, financeira e jurídica” para a execução do projeto, segundo nota da atual gestão, de Wilson Lima (União Brasil), cujo primeiro governo teve início em 2019.

Já sobre a modernização do porto de Manaus, adiada para depois da Copa, está inscrita no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo Lula (PT), e o projeto está em andamento, diz a mesma nota.

Outras 11 obras de mobilidade urbana estão inacabadas/abandonadas – ou tiveram alteração do projeto original – em outras sete capitais brasileiras.

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Em Cuiabá, por exemplo, o sistema de VLT foi substituído por um BRT devido ao custo mais baixo e maior rapidez na implantação, apesar de seis quilômetros de trilhos já estarem instalados. Em contraste, Salvador celebra dez anos de sucesso do metrô, que se estende por 38 km e transporta 400 mil pessoas diariamente.

No entanto, outras cidades como Porto Alegre e São Paulo ainda lidam com obras atrasadas, como a duplicação de avenidas e a construção de monotrílhos, respectivamente. A situação é agravada por cortes em investimentos e planejamentos falhos, levando a mudanças de escopo de projetos ambiciosos para alternativas mais simples. Em Brasília e Curitiba, grandes promessas como o VLT também falharam em se materializar, refletindo um legado misto da Copa em termos de infraestrutura urbana.

Esse ‘legado’ contrasta com a Matriz de Responsabilidades, documento com os compromissos de investimento assumidos pelo governo federal em razão do torneio. À época, foram R$ 8,7 bilhões destinados a intervenções viárias no entorno de estádios e a mobilidade urbana —identificada como um dos maiores problemas enfrentados pelas populações das metrópoles brasileiras. Era a maior rubrica do programa, cerca de R$ 400 milhões a mais do que foi destinado a construção e reforma das arenas.

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