O Secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, revelou, em entrevista ao canal RealTime1 Play, que até maio o Amazonas registrou uma redução de 50% no desmatamento ilegal em comparação com mesmo período do ano passado.
Taveira afirma que vai esperar a consolidação dos números anuais para “celebrar” a queda no desmatamento ilegal, mas lembra que desde 2015 o Amazonas não tinha um primeiro semestre tão promissor em relação à agenda de combate ao desmatamento ilegal quanto neste 2023.
“Viemos de um período aí de sete anos com aumentos seguidos nos números do desmatamento ilegal no Amazonas, mas os números até esse início de junho são um bom sinal, mas não dá para comemorar”, afirmou Eduardo Taveira, enfatizando a prudência no momento.
A redução nos números do desmatamento ilegal sinaliza para uma nova forma de encarar os problemas do meio ambiente, com realização de operações de fiscalização, como a Tamoiotatá 3, a partir de fevereiro, no Sul do Amazonas, e a integração com os demais órgãos de controle.
A curva de queda, inclusive, começou nos dois primeiros meses do anos, antes da operação Tamoiotatá, quando o Amazonas registrou uma redução dos alertas de desmatamento ilegal.
De 1ª de janeiro a 28 de fevereiro, o estado acumulou 60,3 km² – uma redução de 28,36% nos alertas, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), analisados pela Sema.
Desmatamento ilegal visto com cautela
Na avaliação da organização não governamental WWF-Brasil, a situação ainda é preocupante se considerado o período de nove meses, entre agosto 2022 e abril 2023, quando o sistema do INPE, mostrou uma perda de floresta de 5.936 km² . É o maior valor da série histórica para esse período.
“Recebemos os números de abril como sinal positivo, mas infelizmente ainda não podemos falar em tendência de queda de desmatamento na Amazônia. Os números estão num patamar muito alto e a temporada da seca, favorável ao desmatamento, não começou”, afirma Mariana Napolitano, gerente de Conservação do WWF-Brasil.
Leia mais:
https://realtime1.com.br/politica/bosco-saraiva-busca-solucao-para-antigo-impasse-no-cecomiz/
https://realtime1.com.br/politica/governador-entrega-ramais-revitalizados-na-br-174/