Os municípios de Apuí e Lábrea, no Sul do Amazonas, lideraram o ranking de desmatamento da Amazônia de agosto de 2024 e julho de 2025, segundo estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
Somadas, as áreas desmatadas nas duas cidades totalizam 277 km², o equivalente a 76 campos de futebol derrubados por dia – quase 30 mil nos últimos 12 meses.
Os números representam uma retomada do desmatamento, após uma redução significativa registrada entre 2022 e 2023.
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Além do Amazonas, outros estados também aparecem entre os maiores responsáveis pelo desmatamento: Pará (Pacajá, Uruará, Portel e Itaituba), Mato Grosso (Colniza, Marcelândia e União do Sul), e Acre (Feijó).

Entre os 772 municípios da Amazônia Legal, apenas 10 concentram quase 30% da destruição da floresta, embora ocupem apenas 6% do território.
O levantamento ainda aponta que seis desses municípios estão entre os de maior risco de novas derrubadas, segundo a plataforma PrevisIA, mostrando que áreas já pressionadas seguem vulneráveis.
A degradação florestal – quando a floresta é afetada por fogo ou exploração madeireira, sem remoção total da vegetação – também teve um salto preocupante, crescendo quase quatro vezes em relação ao calendário anterior, passando de 8.913 km² para 35.426 km².
Pesquisadores alertam que isso aumenta a emissão de carbono, fragiliza a floresta e ameaça a biodiversidade e as populações locais.
No ranking por estado, Pará, Mato Grosso e Amazonas aparecem nos três primeiros lugares, juntos respondendo por 76% do desmatamento e 87% da degradação florestal na região nos últimos 12 meses.
Confira o boletim na íntegra:
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