quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Desmatamento cai 7% na Amazônia e bate recorde no Cerrado

A divulgação dos dados traz perspectiva positiva para a floresta amazônica antes da realização da Cúpula da Amazônia, agendada para 8 de agosto.
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Queimada na floresta registrada no município de Apuí, no Sul do Amazonas
Queimada na floresta registrada no município de Apuí, no Sul do Amazonas

Segundo dados do Inpe, nos últimos 12 meses, houve uma redução de 7% nos alertas de desmatamento na Amazônia em comparação ao período anterior, que engloba os anos de 2021 e 2022. Em contrapartida, durante esse mesmo intervalo, o desmatamento no Cerrado aumentou quase 17%.

A divulgação destes resultados traz uma perspectiva positiva para a floresta amazônica pouco antes da realização da Cúpula dos Países Amazônicos, agendada para 8 de agosto.

Durante os últimos seis meses do governo Bolsonaro, no ano passado, os alertas de desmatamento na Amazônia tiveram um aumento de 54%.

Por outro lado, nos primeiros meses de 2023, durante a gestão do presidente Lula, houve uma redução significativa de 43% nesses alertas.

No contexto da região amazônica, o estado do Pará é responsável por 36% do desmatamento total, seguido pelo Mato Grosso.

Já no Cerrado, a liderança nesse triste ranking pertence à Bahia, com 26% da área devastada, seguida pelos estados do Maranhão, Tocantins e Piauí.

Desmatamento na Amazônia queimadas (Foto: Divulgação/Imazon)

É relevante ressaltar, ao considerar esses dois biomas, que na Amazônia é legalmente permitido desmatar no máximo 20% do território, enquanto no Cerrado, esse limite é estabelecido em 80%.

Pensando nisso a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, sugeriu a revisão desse parâmetro.

Nos primeiros sete meses do governo do presidente Lula, o Ibama aplicou multas que totalizam R$ 2 bilhões em infrações relacionadas à área da Amazônia Legal.

Este montante representa um aumento de 147% em relação à média registrada durante os quatro anos do governo Bolsonaro.

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