quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Defesa Civil antecipa estratégias para enfrentar possível seca extrema em 2025

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Bombeiros atuam em apoio a comunidades afetadas pela seca no Amazonas, transportando suprimentos e oferecendo suporte em áreas de difícil acesso (Foto: Divulgação/Defesa Civil)
Bombeiros atuam em apoio a comunidades afetadas pela seca no Amazonas, transportando suprimentos e oferecendo suporte em áreas de difícil acesso (Foto: Divulgação/Defesa Civil)

A Defesa Civil do Amazonas já está focada no planejamento para o enfrentamento de uma possível estiagem extrema em 2025.

As ações, que envolvem a colaboração de diversos setores, começaram a ser estruturadas com a mesma estratégia adotada em 2024: a integração entre órgãos estaduais, prefeituras, entidades federais e setores privados.

Em julho deste ano, o Governo do Amazonas instituiu o Comitê de Enfrentamento à Estiagem para coordenar as atividades e garantir uma resposta mais eficiente, reunindo 33 secretarias e órgãos estaduais para atuar em ações de prevenção, mitigação e resposta à estiagem, além de fortalecer a articulação com prefeituras e entidades federais.

O comitê continua em funcionamento e já trabalha no planejamento de ações para 2025 e ampliar a articulação entre os diversos setores envolvidos.

A experiência adquirida em 2024 reforçou a importância do planejamento e também considerou as principais atuações que se concentraram na assistência humanitária.

De acordo com o órgão, mais de 3 mil toneladas de alimentos foram distribuídas às regiões mais afetadas, enquanto 41 purificadores de água foram instalados, sendo oito direcionados à calha do Alto Solimões.

Para assegurar o acesso à água potável, a Defesa Civil também enviou 4.532 caixas d’água, além de encaminhar 202,6 toneladas de medicamentos e 842 cilindros de oxigênio às regiões dos rios Madeira, Juruá e Purus.

Também foram distribuídos medicamentos e insumos para diversos municípios, totalizando mais de 25,1 toneladas. Destaque também para a instalação de uma usina de oxigênio no município de Envira, que reforça a estrutura de atendimento às comunidades mais distantes.

Números em 2024

Ao longo do ano, as operações coordenadas pela Operação Estiagem reuniram números expressivos. Nesse contexto, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) interditou 464 áreas, somando 24.371 hectares.

Além disso, foram aplicadas multas que totalizam R$ 214,5 milhões, com 431 autos de infração emitidos e 196 detenções registradas.

O combate aos incêndios também foi expressivo. Entre junho e dezembro, mais de 22,5 mil focos de incêndio foram controlados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), sendo 2.758 em Manaus e 19.980 no interior.

Segundo o levantamento, as medidas já haviam sido planejadas desde novembro de 2023, o que permitiu uma atuação mais rápida.

Resposta organizada

A seca prolongada, por sua vez, exigiu uma resposta coordenada e eficiente da Defesa Civil, que considerou este um dos principais desafios enfrentados em 2024.

Por outro lado, para 2025, o órgão vai reforçar as ações preventivas e ampliar a integração entre os entes públicos e privados com o intuito de reduzir os impactos socioeconômicos e ambientais da estiagem, com investimentos contínuos em infraestrutura e logística.

A Operação Estiagem foi instituída pelo governador Wilson Lima em 5 de julho de 2024 e, segundo o secretário Máximo Filho, continuam com as ações de resposta em andamento.

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