quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Defensoria quer melhorar atendimento aos moradores de rua

Iniciativa vem sendo desenvolvida desde 2022, dentro do Grupo de Trabalho Pop Rua, com a própria população em situação de rua.
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MPF quer garantir que moradores de rua tenham acesso a saúde, educação e previdência, entre outras
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A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) lançou uma política pioneira no Brasil para facilitar o acesso de pessoas em situação de rua aos serviços ofertados pelo órgão.

De acordo com a DPE-AM, a “Política Estadual de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas Interseccionalidades” tem o objetivo de esclarecer sobre o atendimento ofertado a esse grupo vulnerável, levando em consideração as suas especificidades, de forma prioritária e desburocratizada.

“A política busca facilitar o acesso dessa população à Defensoria Pública, por meio de um atendimento humanizado e especializado, levando em consideração todas as especificidades desse público”, explicou a defensora Stéfanie Sobral, coordenadora da iniciativa.  

A iniciativa vem sendo desenvolvida desde 2022, dentro do Grupo de Trabalho Pop Rua, a partir de rodas conversas, reuniões e informações coletadas com a própria população em situação de rua.

“Nós entendemos que o atendimento não é só jurídico, e precisamos conhecer toda a rede para garantir a assistência integral à essas pessoas. Por esse motivo é que precisamos capacitar os nossos membros, servidores, estagiários e agentes terceirizados”, disse Stéfanie Sobral.  

O lançamento aconteceu na última quarta-feira (7), em Manaus, e contou com a presença de defensores públicos, Defensoria Pública da União (DPU), representantes de secretarias municipais, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), além de integrantes de organizações não-governamentais que atuam na causa e da sociedade civil.

Fernando Crispim-DPE/AM

Durante o lançamento, representante do Fórum PopRua, Lua Souza Mascarenhas, parabenizou a iniciativa.

“Estamos muito felizes e ver que todo esforço tem dado resultados e estamos aqui para agregar conhecimento, porque nem sempre a pessoa em situação de rua precisa de alimentação, mas de informação para sair desse ciclo”, comentou.

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