A Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) entrou na moda das lives. A iniciativa é para aproximar o trabalho realizado pelos defensores públicos da população e esclarecer dúvidas por meio da interação no perfil oficial da instituição (@defensoria.am).
A primeira live já aconteceu neste domingo. E teve a participação da defensora pública Pollyana Vieira e do Humaniza Coletivo Feminista (@humanizacoletivo) para abordar a violência obstétrica.
Diante da relevância do tema e dos diferentes modos de atuação da Defensoria em ações judiciais e extrajudiciais relacionadas, o debate também será pauta de outra live. Acontecerá na quarta-feira (24), às 20h, mas com a defensora pública Caroline Souza e o Humaniza.
Segundo o defensor geral do Amazonas, Ricardo Paiva, com as lives a Defensoria pretende popularizar o conhecimento sobre a legislação e os direitos do cidadão.
“Uma das funções institucionais da Defensoria é promover a difusão e a conscientização dos direitos humanos, da cidadania e do ordenamento jurídico. As lives são uma forma de cumprirmos esse papel de maneira efetiva. Isso porque combinamos essa iniciativa com a necessidade dos amazonenses. Entretanto, as lives serão pautadas pelas principais demandas dos nossos assistidos, como pensão alimentícia, direito do consumidor, entre outros serviços”, destaca.
A divulgação de datas e horários da lives será sempre feita no perfil oficial da DPE-AM no Instagram, que é o @defensoria.am. Mas, durante as transmissões, os internautas que estiverem assistindo vão poder enviar perguntas relacionadas ao tema abordado.
Violência obstetrícia
O Amazonas celebrou neste domingo (21) o Dia Estadual de Combate à Violência Obstétrica. A data, que foi instituída no calendário local em projeto de lei de autoria da deputada Alessandra Campelo, motivou o tema das primeiras lives do novo projeto da DPE-AM.
A violência obstétrica é a que acontece no momento da gestação, parto ou pós-parto. Contudo, ela pode ser física, psicológica, verbal, simbólica ou sexual. No entanto, também são levadas em consideração a negligência, discriminação e condutas excessivas, desnecessárias ou desaconselhadas, muitas vezes prejudiciais e sem embasamento em evidências científicas.
As transmissões ao vivo terão a mediação da presidente do Humaniza Coletivo Feminista, Rachel Geber Corrêa. O Humaniza é um grupo de mulheres que luta pela erradicação da violência obstétrica e por um atendimento digno e com respeito nas maternidades.