sábado, 7 de novembro de 2026

Surto de sarampo explodiu em 2018, na gestão de ex-secretário

A convocação de Deodato, ex-secretário de Saúde de Amazonino, para depor na CPI da Saúde começa a dar sinal de uma possível mudança de rumo e de imparcialidade da Comissão.
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A convocação de Francisco Deodato, ex-secretário de Saúde nas gestões de Amazonino Mendes, para depor na CPI da Saúde começa a dar sinal de uma possível mudança de rumo e de imparcialidade por parte da comissão.

Será a oportunidade para que se levantem possíveis irregularidades e/ou falhas cometidas também nas gestões de Amazonino Mendes.

A CPI deve chegar também à administração do ex-governador José Melo abrangendo, assim, o período de 2011 a 2020, objeto de investigação da CPI.

Desde o inicio das investigações na CPI da Saúde, o presidente da comissão, Delegado Péricles, e os membros oposicionistas, em especial o deputado Wilker Barreto, aliados de Amazonino Mendes, vêm sendo acusados de fazer investigação seletiva.

Eles estariam mirando no principal adversário de Amazonino na eleição passada, o governador Wilson Lima, acusado pelo deputado Wilker Barreto de ser um dos responsáveis pelas mortes da Covid-19 no Estado.

Surto de sarampo punido pela OMS

Na gestão de Deodato na Susam, entre outubro de 2017 e dezembro de 2018, o sarampo, considerado erradicado no Brasil, explodiu.

Em um ano foram registrados quase 10 mil casos. Os números elevados fizeram com que o País perdesse a certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de área livre da doença.

Na época, houve quem acusasse o governo de Amazonino Mendes, de quem Deodato era secretário de saúde, de falhas no sistema de vigilância epidemiológica, que teria se mostrado ineficaz em prever e adotar medidas para barrar a entrada do sarampo com a onda migratória da Venezuela.

Providências demoraram

As autoridades de saúde locais sabiam do surto no país no vizinho no final de 2017. Mesmo assim, teriam demorado a tomar providências.

No início de 2018 começaram a aparecer os primeiros casos em Boa Vista e Manaus.

Na época, as denúncias eram de que ao invés de alertar a população e fazer uma campanha imediata, o governo do Amazonas teria ocultado números, até que houve a explosão rápida de casos.

Entretanto, até hoje não se conseguiu registrar o paciente zero.

Matéria revisada e atualizada às 15h40 pela redação do RealTime1

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