quarta-feira, 23 de setembro de 2026
MEIO AMBIENTE

Compostagem ajuda a reaproveitar resíduos e beneficia cidades com solução sustentável

Projeto implantado pela Marquise Ambiental em Taubaté (SP) pode ser replicado em Manaus.
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Foto: Marquise Ambiental

Desde a aprovação da Lei 12.305, em 2010, que implementou a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, o modelo de limpeza urbana, até então exclusivamente calcado em coleta e despejo em aterros sanitários, vem sofrendo fortes e rápidas alterações.

O mercado já descarta a ideia de “lixo” para pensar em material aproveitável. Em vez de despejo, fala-se em transformação.

E essa transformação pode ser transformadora, de fato. Em Taubaté (SP), por exemplo, restos de alimentos coletados em feiras livres são tratados em uma usina de compostagem e viram adubo orgânico.

Esse adubo passou a ser utilizado em uma horta idealizada pelos colaboradores da EcoTaubaté, empresa da Marquise Ambiental responsável pela coleta dos resíduos do município. Mais de 17 mil hortaliças, legumes e verduras já foram produzidos na horta e destinados para o programa Mesa Taubaté, iniciativa da prefeitura que distribui cerca de 20 mil pratos de sopa por mês para pessoas em situação de vulnerabilidade  

O processo de produção do composto orgânico começa com a coleta dos resíduos de frutas, legumes e verduras nas feiras livres e no mercado municipal de Taubaté. Esse material é levado para a usina de compostagem, onde, com o uso da tecnologia de aeração forçada, transforma-se em composto orgânico.

A aeração forçada acelera o processo de decomposição natural. Em vez de um prazo entre cinco e seis meses, o adubo fica pronto para ser aplicado em, no máximo, 60 dias.

O composto orgânico é usado também pela prefeitura para o plantio em praças, parques e jardins públicos da cidade.  A horta abre um novo campo para incrementar o reaproveitamento dos resíduos sólidos e contribui para o compromisso da Marquise Ambiental de reduzir a massa de lixo descartada nos municípios.

E com esse mesmo objetivo que a empresa idealizou uma usina de compostagem no projeto do Centro de Tratamento e Transformação de Resíduo de Manaus.

“Não se pensa mais em lixo, mas em material aproveitável. É um movimento que já começou e é irreversível”, pontua Hugo Nery, presidente da marquise Ambiental.

“Cerca de 65% dos resíduos orgânicos produzidos no Estado do Amazonas são desperdiçados. O Novo Centro de Tratamento e Transformação de Resíduos que estamos implantando em Manaus terá uma usina de compostagem semelhante à que implantamos em Taubaté. Podemos transformar esses resíduos em um composto de valor, sustentável e que trará muitos benefícios para a cidade e para a população”, reforça o executivo.

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