quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Comitiva do Amazonas desembarcou hoje no Egito para participar da COP27

Além do ingresso pioneiro e assinatura de um acordo para impulsionar o mercado de carbono, o Amazonas participará de encontros bilaterais sobre a retomada do Fundo Amazônia.
COMPARTILHE
comitiva
O primeiro item da agenda foi o painel “REDD+ no Amazonas: Sustentabilidade e garantia dos direitos dos povos tradicionais” (Foto: Divulgação)

A comitiva do Amazonas desembarcou nesta segunda-feira (14) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27), no Egito.

A primeira participação foi no painel “REDD+ no Amazonas: Sustentabilidade e Garantia dos Direitos dos Povos Tradicionais”. O debate ocorreu no espaço Hub Amazônia, dentro do Centro Internacional de Convenções Sharm El-Sheikh.

Representando o Governo do Amazonas está o secretário de meio ambiente, Eduardo Taveira. Além dele, o defensor-público geral, Rodrigo Paiva e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Pinheiro integram o grupo.

Além do ingresso pioneiro no mercado de carbono, o Amazonas participará de encontros bilaterais sobre a retomada do Fundo Amazônia, com representantes da Alemanha, Noruega e Egito, interessados em cooperação, além de duas empresas europeias.

O Estado também vai assinar um memorando de entendimento com a Coalizão Leaf, sigla em inglês para “Reduzindo Emissões pela Aceleração do Financiamento Florestal”, uma iniciativa para impulsionar as negociações dos créditos de carbono, uma vez que credencia o estado para negociar os padrões mais altos.

Outras agendas

O Amazonas também aproveitará a reunião para buscar parcerias para a execução do projeto Guardiões da Floresta, que atende mais de 14 mil famílias em 28 Unidades de Conservação.

Outro ítem importante da agenda do Amazonas na COP-27 é a concessão de parques estaduais para exploração turística sustentável pela iniciativa privada, como o Parque Estadual Rio Negro, em Novo Airão, e o Parque Sumaúma, em Manaus.

A concessão de florestas também estará em pauta, como oportunidade de aumentar o valor agregado da madeira legal, por meio do manejo sustentável, gerando renda para populações tradicionais.

Neste momento, a proposta é trabalhar com a Floresta Estadual de Maués que, só em royalties, pode gerar algo em torno R$ 6 milhões por mês ao Estado.

Da redação com informações de assessoria

Leia Mais:

COMPARTILHE