O Amazonas registrou em agosto de 2024 o maior número de queimadas desde que os registros começaram, em 1998, sendo também o maior deste século.
De acordo com o BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram contabilizados 10.328 focos de incêndio entre 1º e 31 de agosto, superando o recorde anterior de 8.500 queimadas, registrado em agosto de 2021.
Além disso, o número de queimadas registrado em agosto de 2024 foi quase o dobro do contabilizado no mesmo período do ano passado, que teve 5.474 focos.
A situação já preocupante em 2023 se agravou drasticamente este ano, colocando o estado em uma condição crítica.
Três municípios do Amazonas estão entre os dez que mais registraram queimadas em toda a Amazônia Legal: Apuí, Lábrea e Novo Aripuanã.
Esses municípios, localizados no sul do estado, fazem parte do “arco do fogo”, uma área fortemente afetada pela pecuária. Apuí lidera com 2.267 focos de incêndio, seguido por Lábrea (1.959) e Novo Aripuanã (1.208).
Diante da gravidade da situação, o governo do estado decretou estado de emergência ambiental nos 62 municípios do Amazonas, proibindo qualquer tipo de queimada.
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