Os segmentos populares, que formam o público mais fiel da mídia tradicional, somam 71,8% em Manaus, contra 43% no Sudeste.
Essa diferença explica a liderança da TV aberta e do rádio, especialmente em bairros periféricos e áreas mais densamente povoadas da cidade.
Com uma população estimada em 2,28 milhões de habitantes e cerca de 650 mil domicílios, Manaus apresenta um perfil socioeconômico em que 71,8% da população pertence às classes populares, ou seja, a base da pirâmide de renda.
Apenas 1,1% da população está na elite econômica, enquanto os demais segmentos se distribuem de forma intermediária.
Em números absolutos, a distribuição por classe social é:
| Classe social | População aproximada | Renda média domiciliar |
|---|---|---|
| A (elite) | 25 mil | R$ 26.811 |
| B (alta média) | 57 mil | R$ 12.683 |
| B2 / C1 (média) | 561 mil | R$ 3.980 – R$ 7.017 |
| C2 (popular) | 614 mil | R$ 2.403 |
| D e E (baixa) | 1 milhão+ | R$ 1.088 |
A renda média domiciliar da cidade gira em torno de R$ 2.800, cerca de 70% da média nacional, que é de R$ 4.160.
O cenário regional reforça essas desigualdades: no Norte, famílias da elite e da alta média representam apenas 3,6%, enquanto no Sudeste e Sul chegam a 9%.
📲 Participe do canal do RealTime1 no Instagram
Pesquisa de mídia em Manaus para 2025
O modelo de pesquisa previsto para 2025 envolve 1.200 entrevistas estratificadas por classe social, idade e gênero.
A distribuição inclui 539 entrevistados das classes DE (44,9%), 323 na C2 (26,9%), 192 na C1 (16%), 103 na B2 (8,6%), 30 na B1 (2,5%) e 13 na A (1,1%).
A segmentação por idade considera 18% entre 16 e 24 anos, 22% entre 25 e 34, 28% entre 35 e 49 e 32% acima de 50 anos, com 47% homens e 53% mulheres.
A pesquisa avaliará frequência de consumo, tempo médio de exposição, emissoras mais lembradas e credibilidade atribuída aos meios.
Espera-se confirmar a dualidade midiática em Manaus: as classes C2 e DE sustentam TV aberta e rádio, enquanto as classes B2 e C1 impulsionam o consumo digital e plataformas de streaming.
No topo da pirâmide, classes A e B1 permanecem pequenas, mas com alto poder de influência e consumo seletivo de mídia paga.
Para o mercado publicitário e veículos locais, a mensagem é clara: compreender Manaus exige atenção às desigualdades. A maioria ainda depende de televisão e rádio como fontes de informação e entretenimento, mas a expansão da mídia digital está redefinindo o mapa de audiência da cidade.
Leia Mais: