quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cinco exposições inéditas celebram a arte amazônica na reabertura da Casa das Artes

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FOTO: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

A Casa das Artes, no Largo de São Sebastião, reabre suas portas com cinco exposições inéditas de artistas da região. A temporada segue aberta para visitação do público, gratuitamente, até o dia 13 de julho, sempre de quarta a domingo, das 15h às 20h. O espaço expositivo, gerido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, traz uma programação que reflete a diversidade da arte local.

Com curadoria de Cristóvão Coutinho, a reabertura do espaço celebra a pluralidade de propostas e linguagens artísticas da Amazônia. “Estamos reabrindo a Casa das Artes com trabalhos que refletem a diversidade da arte produzida na Amazônia, tanto em gerações quanto em abordagens estéticas. É um momento importante de retomada e de afirmação da potência artística local”, destaca o curador.

Na primeira sala, o artista Marcos Afonso apresenta “Que loucura é essa?”, composta por 64 obras divididas em seis séries: “Gaza”, “Natureza Morta”, “Era da Loucura”, “Olhos de Abacate”, “Coringa” e “Solidão”. Pintando desde os 66 anos, Afonso faz da arte uma denúncia visual dos absurdos sociais e da insensibilidade humana. “Eu não sou um artista da arte pela arte. Acho que todo artista tem a sua responsabilidade”, afirma.

Na segunda sala, Adriel Castro apresenta sua primeira exposição individual, “Em busca de mim”, um conjunto de autorretratos nascidos a partir de escritos pessoais iniciados em 2018. A exposição propõe uma reflexão íntima sobre identidade, autoimagem e pertencimento, e é baseada no próprio processo de autoconhecimento do artista.

Na nova área da Casa das Artes, o paredão expositivo apresenta “Nix no Labirinto Oculto”, de Vico. A mostra funciona como uma linha do tempo emocional e artística da artista, revelando transformações ao longo dos anos. A exposição traduz a mente como um espaço labiríntico, abordando o inconsciente, suas glórias e tragédias, e as mudanças do traço em fases de juventude, alegria, tristeza, trauma e resiliência.

Na terceira sala, Suzana Pires expõe “Geometria da Selva”, uma série de pinturas inéditas inspiradas na fauna e flora amazônicas. A novidade é o uso de inteligência artificial para gerar movimento em algumas das obras, surpreendendo o público. “Gosto do tema Amazônia porque é muito rico. São aves, flores, folhagens… e agora, além da pintura, trago também essa inovação de movimento com a IA”, explica Pires.

Por fim, na última sala, Cássio Flores apresenta “No Planeta Surreal”, com pinturas que fazem um alerta ambiental sobre desmatamento, poluição e tráfico de madeira. Suas composições surrealistas trazem contornos simbólicos e fantásticos, visando provocar reflexão sobre o futuro das próximas gerações. “Apesar do drama nas imagens, o propósito é fazer com que as pessoas reflitam. Se não cuidarmos agora, as próximas gerações vão pagar o preço”, diz o artista.

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