quarta-feira, 23 de setembro de 2026

White Martins comunica que faz operação de crise para atender o AM

No cenário atual de crise, a White Martins conseguiu recentemente ampliar até o limite máximo a capacidade de produção da planta de Manaus de 25 para 28 mil m3/dia.
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A multinacional White Martins comunicou que tem mobilizado todos os esforços para suprir a demanda exponencial de oxigênio do Amazonas e que já aumentou cinco vezes a produção de gás, nos últimos 15 dias.

A empresa informou que unidade de Manaus tem capacidade de produção de 25 mil m3/dia e que antes da pandemia, a White Martins operava com 50% de sua capacidade.

De acordo com a fábrica, essa quantidade era suficiente para atender todos os clientes dos segmentos medicinal e industrial que somavam um consumo na ordem de 10 a 15 mil m3 por dia.

Ampliação

No cenário atual de crise sem precedentes, a White Martins conseguiu recentemente ampliar até o limite máximo a capacidade de produção da planta de Manaus – de 25 para 28 mil metros cúbicos por dia – e direcionou toda a produção de oxigênio da unidade para o segmento medicinal.

A unidade da White Martins em Manaus já havia passado ao longo de 2020 por processos de ampliação que permitiram à empresa aumentar significativamente sua capacidade de produção local.

Uma das iniciativas com esse objetivo foi a instalação de um compressor de ar adicional na operação com capacidade nominal de produção de 700 m3 por hora e que permitiu obter um incremento no volume de 1800 m3 por dia.

Naquele momento, a empresa também aumentou a estocagem de oxigênio líquido em cerca de 30% para garantir ainda mais confiabilidade no fornecimento do produto.

Esforços logísticos

Por se tratar de uma pandemia global e que afeta todo o país, o cenário logístico na região – que por si só já é extremamente desafiador por não contar com acesso terrestre – fica ainda mais complexo.

Por isso, a empresa vem implementando uma grande operação por vias fluvial e aérea, em cooperação com as autoridades governamentais e as forças armadas, para trazer oxigênio de fábricas localizadas em outros estados.

Logo no início de janeiro de 2021, a companhia deslocou para esta operação 23 carretas criogênicas e 4 isotanques de 7 estados diferentes, que permitiram o incremento do volume médio de 22 mil metros cúbicos por dia.

A companhia também já viabilizou o envio de 500 cilindros com suporte da FAB, o que representou um acréscimo de volume de 5.000 metros cúbicos.

Além disso, já colocou à disposição das autoridades o envio de 32 tanques criogênicos móveis que neste momento estão em São Paulo e aguardando nova mobilização para serem transportados para Manaus.

A White Martins já identificou a disponibilidade de oxigênio em suas operações na Venezuela e neste momento está atuando para viabilizar a importação do produto para a região.

A empresa também reforçou a orientação para os clientes medicinais sobre as melhores formas de uso do oxigênio durante seu armazenamento, transporte e consumo em seus estabelecimentos de saúde.

Percentual mínimo de pureza do oxigênio

A White Martins fez um requerimento à Anvisa para que a agência autorize a flexibilização temporária, em caráter excepcional, do percentual mínimo de pureza do oxigênio medicinal produzido no estado do Amazonas.

Dessa forma, a porcentagem mínima seria alterada para 95%, permanecendo em patamar ainda superior ao exigido para a produção via Sistemas Concentradores de Oxigênio (Pressure Swing Adsorption – PSA), um equipamento utilizado por diversas instituições de saúde no Brasil.

Esta flexibilização poderá aumentar a capacidade produtiva da planta de Manaus em aproximadamente 2.000 metros cúbicos diários.

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