quinta-feira, 5 de novembro de 2026

População em situação de rua ganha novas perspectivas em abrigo

Em pouco mais de duas semanas desde a abertura do abrigo emergencial as equipes técnicas do Governo conseguiram promover uma verdadeira mudança na vida de três acolhidos.
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Muitas histórias ocorrem antes de uma pessoa caminhar até a situação de rua. Às vezes, a motivação é algum problema familiar, o consumo de drogas ou desemprego. Em pouco mais de duas semanas desde a abertura do abrigo emergencial, voltado a essa população, as equipes técnicas do Governo do Amazonas, que atuam no espaço com 109 abrigados na zona centro-oeste, conseguiram promover uma verdadeira mudança na vida de três acolhidos.

Com problemas de saúde, entre eles uma hérnia inguinal, um idoso de 62 anos encontrou no local um novo horizonte e perspectivas. Foi articulada uma vaga para ele na Fraternidade dos Amigos e Irmãos da Caridade (Faic), na zona centro-sul de Manaus, que desenvolve um trabalho de longa permanência para idosos em situação de rua que se encontram debilitados.

O idoso disse estar feliz por sair da situação de rua, que vivenciou por cerca de cinco anos, e encontrar um lar.

Família e nascimento

As equipes da Sejusc, por meio da Gerência de Políticas à População de Rua, e da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), estavam desde o final de 2020 acompanhando o caso de uma mulher em situação de rua, juntamente com o companheiro.

Ao entrarem no abrigo emergencial, passando por toda a triagem de segurança contra a Covid-19, os assistentes sociais ajudaram no trabalho de parto e a levaram para a Maternidade Alvorada, onde nasceu a criança do sexo masculino.

Após receber alta, a mulher e o companheiro foram encaminhados para a Casa do Migrante Jacamim, zona centro-sul, espaço coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) que conta com acolhimento imediato e emergencial.

De volta

Um jovem de 20 anos em situação de rua também reencontrou no abrigo emergencial um novo recomeço, após passar alguns anos lutando contra a dependência química. No local, administrado pela Sejusc, ele pediu para retirar documentos básicos e para a equipe social lhe ajudar a ter um novo contato com seus familiares. Ao reencontrar a mãe e outros parentes, ele se emocionou e foi recebido de volta em seu lar.

O abrigo emergencial temporário é um espaço de assistência, mas também de confraternização, com as atividades de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), secretariais municipais e estaduais parceiras; de relembrar histórias, com as rodas de conversa e palestras; e, principalmente, de respeito por esse público que busca uma mudança de vida.

Com informações da assessoria

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