sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Cheias, estiagens e surtos: FVS-RCP completa 21 anos à frente das emergências de saúde

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FVS-RCP completa 21 anos com atuação em emergências de saúde no Amazona. (Foto: Agência Amazonas)

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) completa, nesta terça-feira (03/06), 21 anos de atuação.

Criada com o objetivo de enfrentar doenças como dengue e malária, a fundação passou a integrar estratégias mais amplas de resposta a emergências de saúde pública, como cheias, estiagens e surtos epidemiológicos.

A instituição é responsável por coordenar o Sistema Estadual de Vigilância em Saúde e articula ações com os 62 municípios do Amazonas.

Entre suas atribuições estão o monitoramento de doenças transmissíveis e não transmissíveis, vigilância de agravos, imunização, biossegurança, além da gestão do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM).

De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o trabalho da fundação abrange diferentes frentes.

“Chegamos aos 21 anos, reforçando nosso protagonismo nas ações de vigilância epidemiológica, ambiental, laboratorial e em saúde do trabalhador e da população exposta a desastres, com uma atuação cada vez mais estratégica”, afirmou.

Tatyana Amorim é servidora da área da saúde desde 2000 e está na fundação desde 2010. Ela afirma que o contexto amazônico exige respostas específicas.

“Fazer vigilância em saúde em um território complexo e peculiar como o Amazonas exige compromisso e responsabilidade diária no exercício do ofício. Lidar com as mudanças ambientais e climáticas nos força a acompanhar, entender e agir, mas sempre com sensibilidade e precisão”, disse.

A FVS-RCP reúne mais de 1,4 mil servidores. Uma delas é Alcirene Moreira, da vigilância epidemiológica, que integrou a equipe vinda da Secretaria de Estado de Saúde em 2005.

“A vigilância em saúde é transversal; ela caminha junto com as secretarias municipais e atua diretamente na proteção dos mais vulneráveis. Nossa adaptação precisa ser constante e ativa, porque o risco não espera”, afirmou.

Também ligada à fundação desde os primeiros anos, a estatística Ana Cabrinha participou da estruturação de sistemas como o SIM (Mortalidade) e o SINASC (Nascidos Vivos).

“Minha carreira foi construída nessa base, contribuindo para que os dados em saúde fossem mais do que números, fossem ferramentas estratégicas para salvar vidas”, declarou.

Cronologia de ações (2020–2024)

2020 – Incorporação da Vigilância em Saúde do Trabalhador e gestão do Cerest-AM. Coordenação da resposta à pandemia de covid-19, incluindo ações de vigilância, testagem e campanha de vacinação.

2021 – A fundação passou a adotar oficialmente o nome FVS-RCP, em homenagem à ex-diretora Rosemary Costa Pinto, falecida na pandemia.

2022 – Implantação de unidades do CIEVS em Parintins e Tabatinga. Inauguração da Sala de Situação em Saúde do Alto Solimões. Implantação do sequenciamento genético de amostras de SARS-CoV-2 pelo Lacen-AM. Incorporação dos programas de HIV/Aids, hepatites virais e ISTs.

2023 – Inauguração do novo Centro de Distribuição de Imunobiológicos do Estado, com maior capacidade de armazenamento.

2024 – Ações frente à estiagem, como distribuição de hipoclorito de sódio e monitoramento da água. Emissão de alerta para Febre Oropouche e resposta integrada. O Lacen-AM obteve 100% no Programa de Ensaio de Proficiência. A fundação recebeu o Selo Bronze da Controladoria Geral do Estado, o Selo Ouro do TJAM e o Prêmio ANVISA 25 anos.

2025 – A atuação nas inundações incluiu o monitoramento de áreas afetadas, distribuição de hipoclorito, controle de vetores e ações de prevenção junto à população.

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