quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Campanha Janeiro Roxo intensifica ações de combate à hanseníase no Amazonas

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hanseníase
Em 2024, o Amazonas registrou 254 novos casos de hanseníase, com 64,2% concentrados no interior. (Foto: Reprodução)

A campanha Janeiro Roxo promove em janeiro ações voltadas à conscientização sobre a hanseníase, doença infecciosa crônica que tem tratamento gratuito. No Amazonas, as iniciativas lideradas pela Fundação Alfredo da Matta (FUHAM) incluem atendimentos especializados, eventos educativos e debates para discutir estratégias de eliminação da doença.

Entre as atividades, a caminhada “Derma-a-pé” reuniu moradores no dia 19, na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus, com participação da banda da Polícia Militar e feirantes locais. Neste sábado (25), a FUHAM realiza atendimentos dermatológicos intensificados, das 8h às 14h, em sua sede na zona sul de Manaus. Interessados devem levar cartão do SUS e CPF.

A campanha encerra com o II Seminário “Pensando em Hanseníase”, que acontece nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde, também na zona sul. O evento debaterá estratégias para combater a doença no estado.

Em 2024, o Amazonas registrou 254 novos casos de hanseníase, com 64,2% concentrados no interior. Silves (43,26 casos por 100 mil habitantes), Novo Airão (38,07) e Itamarati (36,57) lideram em incidência. Manaus concentrou 35,6% dos casos, com 91 novos diagnósticos.

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase é transmitida por vias aéreas após contato prolongado com pessoas não tratadas. Os sintomas incluem manchas com alteração de sensibilidade, fraqueza muscular, formigamento e espessamento de nervos periféricos. Objetos pessoais ou contatos rápidos não transmitem a doença.

O diagnóstico é realizado por exames clínicos dermatológicos e neurológicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito por poliquimioterapia, que interrompe a transmissão nos primeiros dias e dura de seis a 12 meses, dependendo da gravidade.

Entre 2014 e 2023, o Brasil registrou 247,1 mil novos casos, com a taxa de abandono de tratamento aumentando de 4,5% para 8% no período — um crescimento de 78,7%. Esse índice compromete a eficácia do tratamento, favorece complicações, resistência antimicrobiana e perpetua a transmissão da doença.

A hanseníase integra o Programa Brasil Saudável, que visa combater doenças relacionadas à precariedade social, como falta de saneamento básico e educação. Alinhado à Agenda 2030 da ONU, o programa consolida a importância de políticas públicas integradas para melhorar a qualidade de vida de populações vulneráveis.

*Com informações da SES-AM e Portal GOV

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