quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Campanha alerta para perigos que o cerol traz à brincadeira de empinar pipa

A Prefeitura de Manaus relembra que há uma lei, sancionada em 2015, que proíbe a venda de cerol em áreas públicas. Fiscalização é difícil pela venda clandestina.
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Com o intuito de diminuir acidentes – e até mesmo casos de morte – por conta do uso de cerol (mistura de cola de sapateiro com vidro moído) nas linhas que os brincantes usam na hora em que brincam de empinar papagaio (pipa),a Prefeitura lançou a campanha “Quem usa cerol, brinca com a vida”, frisando que a brincadeira pode ser realizada de forma saudável.

“Patrimônio histórico, cultural e imaterial de Manaus, a brincadeira de papagaio e pipa não é proibida, porém ela deve ser feita de forma saudável, sem o uso de cerol, material perigoso tanto para a pessoa que manuseia a pipa quanto para quem está nas redondezas e pode ser atingido pelos fios imperceptíveis”, diz a prefeitura no material de campanha, recomendando também que as pessoas que empinam pipas devem estar atentos à escolha do lugar: ruas sem movimento de carros e pedestres, evitando lajes e telhados para evitar quedas.

Na campanha, a prefeitura relembra que há uma lei, sancionada em 2015, que proíbe a venda de cerol em áreas públicas e de uso comum, mas que pela grande disseminação da prática e consequente comércio por todas as zonas de Manaus, a fiscalização torna-se difícil.

Vítimas fatais

Este ano, Manaus registrou dois casos graves.

Em maio, uma mulher pilotava uma moto quando foi atingida pela linha no pescoço e não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer em uma unidade hospitalar.

No mês seguinte, um policial militar também teve o pescoço cortado.

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