terça-feira, 22 de setembro de 2026
DENUNCIE

Brasil registra mais de 11 denúncias diárias de assédio eleitoral nas eleições de 2024

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O assédio eleitoral cresceu 450% entre 2018 e 2022 (Imagem: Reprodução/MPT)
(Imagem: Reprodução/MPT)

Desde o início das campanhas municipais, em 16 de agosto, o Brasil tem registrado uma média superior a 11 denúncias diárias de assédio eleitoral.

Os números são fornecidos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que até a tarde desta quinta-feira (24/10) já havia recebido um total de 831 denúncias em todo o território nacional.

O MPT também firmou 42 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e abriu 28 ações judiciais na Justiça do Trabalho visando combater esse tipo de crime, conforme informou o portal UOL.

Até a véspera do primeiro turno, o total de denúncias era de 590, número que aumentou com mais 240 denúncias ao longo da campanha para o segundo turno, que está sendo realizado em 51 cidades.

São Paulo lidera o número de denúncias, com 107 registros, seguido por Bahia com 98 e Ceará com 51. No outro extremo, Roraima teve apenas duas denúncias, enquanto Amapá contabilizou cinco.

Em um ano de eleições historicamente disputadas no Brasil, como as eleições presidenciais mais acirradas do país, foram registrados mais de 3.600 casos de assédio eleitoral até o fim do ano.

É importante destacar que o registro separado de assédio eleitoral começou apenas em 2022, tornando inviável a comparação com os dados de 2020, quando essas denúncias eram incluídas junto ao assédio moral.

O assédio eleitoral acontece quando um superior hierárquico, seja no setor público ou privado, tenta influenciar a escolha de voto ou a manifestação política de seus subordinados.

* Com dados do UOL

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