O Brasil caiu da 70ª para a 81ª posição no ranking global de proficiência em inglês da EF em 2024. O Amazonas teve 455 pontos, desempenho inferior ao da média nacional, e Manaus aparece entre as capitais com pior resultado do país.
O domínio da língua inglesa segue sendo um desafio no Brasil. Em 2024, o país registrou nova queda no EF English Proficiency Index (EF EPI), levantamento que avalia a proficiência em inglês de 113 países.
O Brasil caiu da 70ª para a 81ª posição, com 466 pontos, abaixo da média global, que é de 477. Na América Latina, ocupa o 18º lugar entre 21 países.
A classificação considera como “baixa proficiência” o desempenho obtido, dentro de uma escala que vai de “muito alta” a “muito baixa”. De acordo com o relatório, a Holanda lidera o ranking, com 636 pontos, seguida por Noruega (610), Singapura (609) e Suécia (608).
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No Brasil, os melhores resultados continuam concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Santa Catarina (535), Distrito Federal (532) e Rio Grande do Sul (528) lideram a pontuação nacional, com proficiência considerada “moderada”.
No Amazonas, a pontuação foi de 455, colocando o estado entre os dez piores do país. No Norte, apenas Tocantins (446) e Acre (443) tiveram resultados mais baixos. Roraima (487) foi o único estado da região a atingir uma pontuação próxima da média brasileira.
A capital, Manaus, também teve desempenho considerado fraco. Com 461 pontos, ficou atrás de outras capitais da região como Belém (489) e à frente apenas de Teresina (459) e Cuiabá (479), por exemplo.
Entre as capitais com maior pontuação destacam-se Florianópolis (565), Porto Alegre (556) e Belo Horizonte (544), todas com proficiência classificada como “alta”.
O estudo também apresenta dados por faixa etária e gênero. Em geral, adultos entre 26 e 30 anos são os que mais se aproximam da média global. No recorte por gênero, mulheres continuam apresentando desempenho ligeiramente superior ao dos homens, padrão mantido desde edições anteriores do relatório.
Segundo a EF, o índice busca medir o preparo da população para atuar em contextos globais, acadêmicos e profissionais. A avaliação se baseia em mais de 2,2 milhões de testes aplicados em adultos não nativos do inglês.
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