Os manauaras planejam ir às compras na Black Friday com a disposição de gastar até R$400 e a preferência por lojas do Centro, na zona sul. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM).
Mas para os comerciantes do Centro a movimentação ainda não está satisfatória, apesar das promoções. Conforme o levantamento da Fecomércio, 65% dos consumidores preferem o Centro da cidade enquanto 41% dizem que vão optar pelos shoppings.
Esta sexta-feira (24/11), considerado o dia D da promoção, é aguardada com grande expectativa, já que a semana foi marcada por baixo movimento.
Gerente de uma loja de vestuário, a comerciária Denise Santos, 30, contou que a movimentação no comércio daquela região ainda está parada.
“Todos nós (gerência e funcionários) estamos esperando a Black Friday para que assim as vendas deem uma disparada, eu realmente espero que dê uma melhora por que o movimento esta bem variado. As expectativas sempre têm que estar altas, pois temos mercadoria, muita novidade e o preço também está bem acessível.”
A gerente relatou também que a “salvação” das vendedoras têm sido as pessoas que compram no atacado. “Temos vendido bastante para atacadistas, que compram aqui em um valor acessível e revendem depois, eles que tem facilitado a nossa vida. O valor das compras depende muito, se for uma família de cinco pessoas, por exemplo, leva a partir R$800 e têm outros que compram para si mesmos, aí o preço varia de R$600 a R$800.”
Santos complementou dizendo que contratou algumas pessoas para as vagas temporárias e pretende contratar mais para ajudar no período de maior fluxo de clientes, o mês de dezembro.
A gerente de uma loja de calçados, Kelly Amorim, de 23 anos, que está há cinco anos no ramo de vendas e comércio, relatou que para a época o movimento ainda está tímido. As atenções agora se voltam para dezembro.
“A gente passa o ano todo esperando novembro e dezembro para poder suprir os outros meses, mas tenho sentido o movimento mais parado do que o normal para esta época. Já contratamos umas cinco ou seis pessoas para as vagas temporárias para ajudar, principalmente, quando estiver no pico de gente por aqui, apenas com os funcionários que já temos não damos conta de tudo.”
Apesar de ser apontada como preferida pelos consumidores, segundo a pesquisa, as lojas em comércios dos bairros enfrentam desvantagens em relação aos shoppings. É que os centros comerciais possuem estrutura para publicidade nos meios de comunicação, e fazem a divulgação massiva delas.
Já no Centro, por exemplo, o consumidor precisará bater perna para encontrar o preço mais em conta.
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