quarta-feira, 23 de setembro de 2026
MEIO AMBIENTE

Bancada ruralista é obstáculo para metas climáticas na COP30, diz ambientalista

A Amazônia será sede da próxima Conferência do Clima sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém (PA)
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BELÉM DO PARÁ
Mesmo com a COP30 marcada para novembro em Belém, metade dos brasileiros ainda desconhece o evento. (Foto: Divulgação)

A Conferência do Clima sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém (PA), em 2025, será um momento crucial para o Brasil assumir um papel de liderança na luta contra as mudanças climáticas e deve rivalizar com eventos históricos como a Rio92 e a Rio+20. No entanto, a bancada ruralista no Congresso pode ser um obstáculo para metas mais ambiciosas.

A COP30 ocorre no momento em que os países precisam fazer um balanço das metas assumidas no Acordo de Paris, em 2015, e apresentar novas metas a partir de 2025.

O ambientalista Ricardo Young, presidente do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), ressaltou a importância do posicionamento estratégico do Brasil na COP30, enfatizando os obstáculos políticos que impedem avanços mais significativos na agenda climática.

Em sua análise, Young aponta para a influência da bancada ruralista no Congresso brasileiro.

“O Brasil vai ter que se posicionar internacionalmente e expor a força relativa que a bancada ruralista tem no Congresso. Será preciso ter coragem para assumir compromissos que podem evidenciar os conflitos internos entre uma agenda progressista e uma oposição conservadora. O país precisa se posicionar estrategicamente”, frisou.

Ao comparar a situação atual com a Rio92, Young destaca a capacidade do Brasil de superar desafios e construir consensos importantes, mesmo em momentos de crise política. Destacando a necessidade de união nacional para enfrentar os desafios até a COP de Belém e sair dela como um país mais comprometido com o futuro e preparado para assumir um papel de protagonismo na luta global contra a emergência climática.

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