A nova medida tributária anunciada pelo ministro Paulo Guedes não foi bem recebida pela bancada amazonense em Brasília. O primeiro a se manifestar contra ela foi o deputado José Ricardo (PT), que disse ser contrário à criação de novas cobranças.
“Ela é um retrocesso que só vai penalizar a população e provocar queda na arrecadação do Governo e da Prefeitura. Querem acabar com os incentivos da Zona Franca de Manaus”, disse o petista.
O deputado federal Sidney Leite (PSD) foi pela mesma linha. Segundo ele, o Brasil não precisa e nem tem força para carregar novos impostos. “Só posso ser contrário, pois os novos tributos sempre acabam caindo em cima da população através dos bens de consumo”.
Já o deputado federal Bosco Saraiva (Solidariedade) disse que não conhece a proposta, mas já se colocou contrário a qualquer imposto desse tipo. “É preciso melhorar a economia do País, mas de outra forma”, comentou. “A saída e desonerar as empresas e criar novos postos de trabalho”, acrescentou Bosco Saraiva.
Mais radical, o deputado Alberto Neto (Republicanos) chegou a usar a expressão “manicômio tributário” para se referir ao quatro econômico do País. Segundo ele, é preciso que seja feita uma reforma tributária que simplifique a economia e torne o País mais competitivo. “Só assim poderemos atrair novos investimentos e gerar emprego para o povo brasileiro”, disse.
O senador Eduardo Braga (MDB), mesmo de forma comedida, se mostrou contrário à proposta do ministro Paulo Guedes. Eduardo disse que o governo federal precisa, antes de tudo, desenvolver medidas para reconstruir o Brasil nessa pós-pandemia.
Lembrando a extinta CPMF, que incidia sobre contas bancárias, o senador Plínio Valério (PSDB) já disse que será contra qualquer cobrança que se assemelhe a esse tributo.
“Parece com a CPMF. E tudo que for similar a ela será descartado por mim no Senado. Falta criatividade ao governo federal”, disse o senador, ao mesmo tempo que garantia não identificar qualquer indício no Senado de aprovar tal tributo.
A proposta do ministro Paulo Guedes agora vai continuar tramitando no Congresso Nacional. Mas os deputados amazonenses acreditam que ela não tem força para passar pela Câmara dos Deputados, uma vez que a maioria deve se manifestar contrária.