O mercado brasileiro de seguros de vida cresceu 8,4% no primeiro semestre de 2025, segundo a Fenaprevi, e revela uma mudança de comportamento do consumidor.
Cada vez mais, os brasileiros buscam apólices que garantam proteção financeira em situações que podem ocorrer a qualquer momento, não apenas após a morte do segurado.
O relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida aponta que as seguradoras arrecadaram R$ 37,8 bilhões de janeiro a junho deste ano, ante R$ 34,9 bilhões no mesmo período de 2024.
O avanço é puxado pelas chamadas coberturas em vida, que podem ser acionadas em casos de acidente, doença grave ou perda de autonomia.
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Proteção imediata ganha força
Essas apólices incluem opções cada vez mais populares, como renda hospitalar, cirurgias, invalidez e até cobertura para fraturas, uma das mais acionadas por causa de situações cotidianas – de uma queda em casa a um acidente esportivo.
Em casos mais graves, como perda de membros ou limitações permanentes, o seguro garante recursos para custear tratamentos ou adaptação da rotina.
Outro destaque é a cobertura para perda de autonomia, que assegura valores para quem, por acidente ou doença, não consegue mais realizar sozinho atividades diárias, permitindo o pagamento de cuidadores e despesas contínuas.
Especialistas alertam, no entanto, que é fundamental ler com atenção as cláusulas antes da assinatura. Procedimentos estéticos, doenças pré-existentes e alguns tipos de cirurgia, por exemplo, costumam ficar de fora.
O valor da indenização também varia conforme a renda e as necessidades do segurado, para que a cobertura faça sentido dentro de sua realidade financeira.
O crescimento das coberturas em vida mostra que o seguro deixou de ser apenas uma proteção para os herdeiros. Agora, é visto como uma ferramenta de estabilidade imediata, oferecendo respaldo financeiro para imprevistos que podem surgir em qualquer fase da vida.
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