Diante da repercussão negativa sobre a “taxa de pouca água”, em que empresas internacionais de navegação que operam no Amazonas querem cobrar antecipadamente devido à seca iminente que se avizinha, o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Bruno Pinheiro, formalizou pedidos de fiscalizações junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e ao Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM).
As empresas de navegação MSC e Maersk, que realizam transporte de cargas para a Zona Franca de Manaus (ZFM) anunciaram na semana passada a cobrança da taxa fixada em 5 mil dólares e 5,9 mil dólares por contêiner, respectivamente, a partir de 1º de agosto.
Na denúncia à Antaq, a entidade comercial pede que sejam tomadas medidas sobre à possível prática de preços abusivos na prestação do serviço de transporte de cargas destinadas aos portos de
Manaus, uma vez que ano passado, quando o Estado vivenciou uma seca histórica, a pior em 120 anos, a taxa cobrada à época foi de 2,1 mil dólares por contêiner.
“O aumento é exorbitante. Com a adição das novas taxas, o custo total chega a 16,5 mil
dólares por contêiner. Considerando que o valor médio das mercadorias em um contêiner é de 45 mil
dólares, o frete agora representa aproximadamente 40% desse valor, inviabilizando qualquer operação
das empresas na Amazônia”, ressalta o dirigente.
Na última sexta-feira (05/07), o Procon-AM notificou as duas empresas para que esclarecem sobre os preços anunciados aos clientes e expliquem sobre os valores.
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