quinta-feira, 25 de julho de 2024

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Arthur Neto quer vaga no Conselho da Amazônia Legal

Depois de trocar farpas de peso com o presidente Jair Bolsonaro, Arthur quer levar a rixa para o planalto como integrante do Conselho da Amazônia Legal.
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Conselho Amazônia Legal
Prefeito quer ser o contraditório. Foto de Mário Oliveira (Semcom).

Apesar de ter se desentendido seriamente com o presidente Jair Bolsonaro, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, solicitou oficialmente a inclusão de seu nome para participar das próximas reuniões ordinárias do Conselho Nacional da Amazônia Legal. O pedido foi recebido pela presidência e encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente para análise.

Sem representantes da Amazônia Legal, o conselho foi criado pelo governo federal com o objetivo de integrar as ações governamentais relacionadas à região. Arthur, se aceito, será o primeiro representante do Norte do país nas próximas reuniões.

Para o prefeito, o conselho deve debater com quem convive com a realidade amazônida. Atualmente, o Conselho conta com a participação de ministérios e não tem representantes de órgãos e entidades com atuação direta na proteção do meio ambiente, das populações tradicionais que compreendem os povos indígenas, os quilombolas, pescadores e ribeirinhos, o que, para Arthur,  acaba fragilizando o debate.

“Pedi para participar, como ouvinte e debatedor, para expor a realidade amazônica sob a ótica de quem sabe de suas dificuldades. Quero ser o ponto contraditório em um Conselho que é composto por 14 ministros comandados pelo presidente e que não vão debater suas opiniões”, relatou Virgílio.

Debate deve ser com quem vive realidade

Segundo Arthur, para haver debate, o Conselho deve conversar com quem vive a realidade da Amazônia Legal. “É inadmissível que prefeitos e governadores de cidades integrantes da Amazônia Legal não façam parte de um Conselho que implementa políticas públicas para as suas regiões”, disse.

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Além disso, acredita que órgãos competentes, atuantes na defesa da Amazônia devem integrar o Conselho, para haver debates realísticos e, somente assim, poderá haver uma chance de alterar o ponto de vista equivocado que o presidente e seus ministros têm sobre a nossa região”, defendeu Arthur.

Arthur Virgílio Neto tem se posicionado duramente contra as propostas econômicas federais que estimulam o agronegócio e a exploração de terras indígenas.

Agronegócio não serve para a região

“Não sou contra o agronegócio, o modelo só não serve para minha região. Digo não ao agronegócio na Amazônia e não ao garimpo em terras indígenas”, afirmou Virgílio. “É ilusão acreditar no desenvolvimento da região, que não seja aliado a sua preservação. É uma grande tolice, um crime contra o planeta”, completou.

Pelo decreto presidencial, o Conselho Nacional da Amazônia  é formado por um colegiado composto por: chefe da Casa Civil da Presidência da República, pelos ministros da Justiça e Segurança Pública, da Defesa, das Relações Exteriores, da Economia, da Infraestrutura, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de Minas e Energia, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Regional, além do chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, da chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República e o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Campanha mundial

Em novo vídeo publicado pela jovem ativista ambiental Greta Thunberg, junto com outros ativistas climáticos que integram o movimento Fridays for future, ela pede ajuda internacional para o sistema de saúde do Amazonas, para que tenha estrutura necessária ao suporte dos povos indígenas. Esse é o segundo material publicado pela ativista sueca, a partir da campanha mundial lançada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto “SOS Amazônia”, pedindo ajuda aos povos tradicionais região, diante dos riscos da pandemia do novo coronavirus.

Redação: RT1 com informações de João Pedro Figueiredo /Semcom. Fotos: Mário Oliveira/Semcom.

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