quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Arquitetos querem Manaus mais saudável, inclusiva e segura para todos

Pensando nisso, o CAU-AM elaborou 51 propostas para um projeto de cidades pós-pandemia e o documento será entregue aos candidatos a prefeito em Manaus.
COMPARTILHE

Com apontamentos e orientações técnicas, visando transformar a cidade em um território mais saudável, inclusivo, seguro e resiliente para todas as pessoas, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amazonas (CAU/AM) enviará na manhã da próxima segunda-feira (5), aos 11 candidatos a prefeito de Manaus, um manifesto com cinco diretrizes e 51 propostas que é resultado de uma debate nacional da categoria denominado “Novas Cidades 2021”.

Segundo a arquiteta e urbanista Meglin Valau, vice-presidente do CAU/AM, a iniciativa teve como ponto inicial o fato da pandemia da Covid-19 ter mostrado a triste realidade ao nos impor o refúgio em moradias, que dependendo da localização, condições construtivas e sanitárias podem interferir principalmente na saúde pública, além de outros problemas urbanos.

“Grandes avanços podem ser alcançados por meio dos instrumentos previstos em nosso marco regulatório urbano, como a própria Constituição Federal, ou o Plano Diretor do Município por exemplo, para diminuir as distâncias entre a cidade real e a cidade ideal”, afirmou Meglin.

Baseado em cinco princípios norteadores, as propostas apontam para Arquitetura e Saúde, Cidade Sustentáveis, Governança e Financiamento, Paisagismo e Patrimônio, Mobilidade e Inclusão. O documento retoma pontos já questionados em pleitos passados.

“O Cenário atual como às crises climática, econômica e sanitária, amplifica o despreparo de nossa sociedade para perpassar por situações de instabilidade como demonstrado na pandemia da COVID-19”, explicou a arquiteta Meglen.

Propostas

Os temas foram abordados transversalmente por arquitetos e urbanistas, técnicos especialistas, representantes comunitários e políticos de diferentes vieses. Realizado em julho de 2020, o ciclo de debate impactou mais de dois milhões de pessoas e teve os seguintes eixos:

Arquitetura e Saúde: O papel dos arquitetos e urbanistas como promotores da saúde pública nas cidades; Cidades Sustentáveis: Urbanismo e meio ambiente: como reinventar as cidades no pós-pandemia? Governança e Financiamento: Cidades não se fazem de improviso. Como torná-las menos desiguais? Paisagem e Patrimônio: Qualidade de vida nas cidades: paisagens e história; e Mobilidade e Inclusão: Circulando pela cidade: novas dimensões da mobilidade urbana.

O manifesto

Aprovado na 34ª. Reunião Plenária Ampliada Ordinária do CAU/BR, reunindo conselheiros federais e presidentes dos CAU/UF, realizada por videoconferência, no dia 28 de agosto de 2020.

O documento é assinado também pelas seguintes entidades coautoras: Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA).

COMPARTILHE