quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Apostas: quadrilha que atuou no Barezão é alvo de operação em RR

Ação envolveu atletas, empresários e integrantes de comissões técnicas que atuaram no Campeonato Amazonense.
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Jogador Júlio Campos faz gol contra de propósito em jogo da série B do Barezão
Jogadores, empresários e integrantes de comissão técnica envolvidos em fraudes no Amazonas foram alvo da operação Handcap em Roraima

Uma ação dos Ministérios Públicos do Amazonas (MPAM) e de Roraima (MPRR) prendeu temporariamente dois homens, que passarão por audiência de custódia nesta segunda-feira (15), e cumpriu nove mandatos de busca e apreensão em Boa Vista (RR) relacionados a um esquema de fraude em apostas esportivas.

Batizada de Operação Handcap, a ação envolveu atletas, empresários e integrantes de comissões técnicas que atuaram no Campeonato Amazonense de 2022 e desde março atuavam no Campeonato Roraimense.

Eles são suspeitos de manipularem resultados e situações de jogos (tomar cartões ou cometer pênaltis) para beneficiar uma rede de apostas fraudulentas que também é investigada pelo Ministério Público de Goiás e que revelou a participação de mais de 56 atletas das séries A e B do Campeonato Brasileiro.

“As medidas cautelares deferidas visam instruir procedimento investigatório instaurado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO-MPAM) e que tem por objetivo apurar a existência de uma organização criminosa estruturada com o propósito de manipular resultados de jogos do campeonato amazonense de futebol, alavancar ganhos em sites de apostas esportivas, realizar lavagem de capitais e praticar outras condutas criminosas conexas”, informa o MPAM.

A investigação sobre fraude em apostas começou no ano passado quando o jogador Júlio Campos marcou propositalmente um gol contra a própria equipe, o Atlético Amazonense, em um jogo da segunda divisão do Barezão. O lance teve grande repercussão na época e o jogador se defendeu dizendo que estava insatisfeito por estar com salários atrasados.

A “desculpa” não colou e o Tribunal de Justiça Desportiva do Amazonas puniu o clube e jogador com 300 dias de suspensão e clube. Em seguida acionou o MPAM, que desde setembro do ano passado investiga a extensão do caso das apostas em jogos de pouca repercussão.

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