sábado, 7 de novembro de 2026

Após receber R$ 8,5 milhões, Prefeitura diz que vai fechar hospital

Prefeito diz que hospital já cumpriu sua função, mas autoridades da saúde dizem que ainda não se pode relaxar as medidas de prevenção. Recursos da União são para o combate à Covid.
COMPARTILHE
Hospital de Campanha da Prefeitura de Manaus.

Após receber repasses superiores a R$ 8,5 milhões do Fundo Nacional de Saúde (FNS), em 2020, para ações exclusivas de combate à pandemia de Covid-19, a Prefeitura de Manaus, sob o comando de Arthur Virgílio Neto (PSDB), anunciou o fechamento do único hospital municipal de campanha da capital, sob a justificativa de que houve redução no número de casos e óbitos na cidade.

O Hospital de Campanha Gilberto Novaes, com 180 leitos (entre clínicos e unidades de cuidados intermediários – UCIs), funcionou por cerca de dois meses, de forma adaptada em um imóvel onde seria inaugurada uma escola municipal, na zona Norte da capital.

A unidade era gerida em parceria com o grupo privado Samel e com o Instituto Transire e até o último domingo, 14, ainda contava com 46 pacientes internados.

R$ 44 mil por leito

O valor repassado pelo Governo Federal, através do FNS (modalidade fundo a fundo), corresponde a quase R$ 44 mil por leito disponibilizado pela Prefeitura de Manaus.

Além dos R$ 8,5 milhões, o Executivo Municipal recebeu, neste ano, mais R$ 81,9 milhões para aplicar em outras áreas, como Vigilância em Saúde, Gestão do SUS, atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar, atenção básica e assistência farmacêutica.

Apesar de caber ao município a gestão da atenção primária, também chamada de atenção básica, a Prefeitura recebeu do FNS, R$ 17,7 milhões para empregar em atendimentos de média e alta complexidade.

Desativação preocupa

A desativação do Hospital de Campanha municipal preocupa neste momento. Isso porque, o Amazonas passará a dar suporte, nos próximos dias, ao Governo de Roraima, cujo sistema de saúde está colapsado e o número de casos de pacientes graves vem aumentando, além dos óbitos.

Apesar da redução na incidência e letalidade, reforçada pelo boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), do Governo do Amazonas, ainda não se pode afirmar que a doença está controlada no Estado e que a situação está estabilizada. Autoridades em saúde afirmam, inclusive, que não é hora de relaxar as medidas de prevenção.

COMPARTILHE