domingo, 27 de setembro de 2026
CIEAM

Antecipação da indústria do Amazonas afasta possível falta de estoque e parada de produção

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Porto provisório já recebeu 3 mil conteinêres para abastecer mercado do Amazonas (Foto: Divulgação/PGE)
Porto provisório foi usado em 2024 para abastecer mercado do Amazonas (Foto: Divulgação/PGE)

A indústria do Amazonas se preparou com antecedência para enfrentar os desafios trazidos pela seca deste ano, evitando riscos de desabastecimento e interrupções na produção.

Segundo Augusto César Rocha, coordenador de Infraestrutura, Transporte e Logística da Fieam, pelo menos 50% das empresas da região realizaram a formação de estoques suficientes para um período de até oito semanas, garantindo a continuidade das atividades.

“Não há expectativa de perda de produção ou impacto para o mercado consumidor e nenhuma perda para quem interage com a indústria da Zona Franca de Manaus. Além disso, há um esforço dos terminais portuários para fazer o transbordo das cargas antes do ponto de restrição de navegação, próximo a Itacoatiara.”, explicou Rocha.

Ele destacou ainda que, apesar da tranquilidade momentânea, há preocupação com o futuro devido aos efeitos do aquecimento global, que pode intensificar situações como essa.

“Há por outro lado uma inquietação porque isso é derivado do aquecimento global e esse é um cenário que nós provavelmente seguir enfrentando” destacou o coordenador.

Para enfrentar o problema a longo prazo, Rocha sugere a construção de obras estruturais, como um canal que permita a navegação contínua de navios de grande porte até Manaus, garantindo que a indústria da Zona Franca de Manaus não sofra com restrições logísticas no futuro

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