terça-feira, 16 de julho de 2024

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Amazônia possui mais de 4 mil garimpos ilegais, mostra estudo

Levantamento produzido pelo WWF-Brasil aponta que 4.114 pontos de mineração ilegal assolam a Amazônia.
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Amazônia
A questão é histórica e alcança todos os países da bacia amazônica. (Foto: Divulgação)

Levantamento produzido pelo WWF-Brasil a pedido da Organização do Tratado de Cooperação da Amazônia (OTCA) aponta que 4.114 pontos de mineração ilegal assolam a Amazônia. A questão é histórica e alcança todos os países da bacia amazônica. Desde 1994, cerca de 2.300 toneladas de mercúrio foram despejadas na Amazônia brasileira.

Porém este número, que já era alto, tem crescido cada vez mais: hoje, de acordo com uma série de estudos analisados, acredita-se que estejam sendo despejados 150 toneladas de mercúrio por ano na região.

As populações ribeirinhas e indígenas são as mais prejudicadas pela contaminação por mercúrio. Eles apresentam níveis de infecção superiores ao estabelecido pela Organização Mundial de Saúde. No Brasil e no Equador, as comunidades ribeirinhas são as mais afetadas, com médias de concentração de 15,43 e 12,3 (ppm), respectivamente.

Amazônia

No Peru e na Colômbia, a maior atenção deve ser dada às comunidades indígenas, que apresentam médias de concentração do metal em 27,75 e 23,01 (ppm), respectivamente.

De acordo com a nota técnica, dentre os países que fazem parte do bioma, o Brasil apresenta os maiores valores de concentração de mercúrio encontrados nas diversas espécies de peixes: são 8,71 (ppm), seguido pela Guiana Francesa com 6,45 (ppm) e Suriname com 4,62 (ppm). Ainda neste ano, um estudo apontou que peixes de seis estados da Amazônia brasileira apresentaram níveis de contaminação acima do limite aceitável.

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“O uso do mercúrio tem grande impacto tanto na saúde de quem trabalha no garimpo, como também milhares de pessoas que consomem peixes com frequência. O mercúrio é um metal pesado de natureza cumulativa, ou seja, que é concentrado em toda a cadeia alimentar.”

“Essa realidade precisa ser abordada em um plano conjunto dos vários países amazônicos, afirma Mauro Ruffino, coordenador do Observatório Regional Amazônico (ORA) da OTCA.

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