quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Amazonas tem quatro municípios entre os que mais desmatam

Números do Deter apontam Apuí, no Sul do Amazonas, como o líder no ranking dos alertas de desmatamento
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Queimada na floresta registrada no município de Apuí, no Sul do Amazonas
Queimada na floresta registrada no município de Apuí, no Sul do Amazonas

O Amazonas tem quatro municípios na lista dos dez com maior risco de desmatamento na Amazônia. Apui, no Sul do Estado, lidera esse ranking negativo com 179,31 quilômetros quadrados de floresta ameaçada.

Também na região Sul do Amazonas, Lábrea (81,35 km2), em sexto lugar; Novo Aripuanã (77,61 km2), em sétimo; e Canutama (72,17 km2), em nono, completam a lista dos municípios amazonenses com maiores alertas de desmatamento.

Os números são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta quinta-feira (3), mostrando na Amazônia, os alertas de desmate entre janeiro e julho deste ano caíram 42,5%. Uma mudança forte de sinal já que, no semestre anterior, a tendência era de aceleração do desmatamento. Entre agosto de 2022 e julho deste ano, o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) emitiu alertas para uma área de 7.952 quilômetros quadrados.

A situação foi inversa no Cerrado, bioma predominante na região Nordeste, onde de janeiro a julho, os avisos do Deter aumentaram 21%.

Confira as cidades que mais desmatam na Amazônia:

  • Apuí (AM);
  • Feliz Natal (MT)
  • Altamira (PA);
  • Porto Velho (RO);
  • São Felix do XingU (PA);
  • Lábrea (AM);
  • Novo Aripuanã (AM);
  • Colniza (MT);
  • Canutama (AM);
  • Medicilândia (PA).

Amazonas reduziu desmatamento em mais de 50% em 2023

O Amazonas apresentou números muito positivos de redução de desmatamento no primeiro semestre. De acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, houve uma queda de quase 60% no número de alerta de desmatamento no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2022.

A redução é fruto do aumento das operações de fiscalização integradas por vários órgãos federais e estaduais, que atuaram preventivamente nos municípios mais afetadas, como foi o caso de Apuí.

No município, o centro do chamado arco do deflorestamento no Amazonas, ocorreram as operações Tamoiotatá 3, com agentes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas e batalhão ambiental da Polícia Militar.

Militares das Forças Armadas atuaram também no município em conjunto com Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Desde o início de julho também está atuando na região para conter a degradação ambiental homens da Força Nacional.

Lula fala a Amazônia e premiar prefeitos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer premiar os prefeitos que melhor trabalharem para conter o desmatamento ilegal e evitar as queimadas. Em entrevista a rádios de estados amazônicos, Lula defendeu uma ação conjunta entre os entes federados na prevenção de delitos ambientais.

“Se a gente compartilhar as nossas decisões com os prefeitos das cidades dos estados da Amazônia e esses prefeitos se sentirem motivados a participar junto com o governo, a gente vai ter muito mais resultado do que se a gente ficar apenas denunciando”, disse. “Em vez de a gente punir, a gente premiar aquelas pessoas que fizeram bem para a preservação da nossa fauna, da nossa floresta, da nossa água, para que as pessoas denunciem as queimadas, o garimpo ilegal, os madeireiros legais, eu acho que vai dar certo”, acrescentou, sem detalhar como seria essa premiação.

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