quarta-feira, 23 de setembro de 2026
EM ALTA

Amazonas registrou 14.412 focos de queimadas desde o início do verão

Focos de incêndios florestais, principalmente na Região Metropolitana, causam fumaceira.
COMPARTILHE
Florestas do Brasil sofrem com intensos incêndios (Foto: Nilmar Lage/Greenpeace)

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que, desde o início do verão amazônico até este domingo (1º), 14.507 focos de queimadas foram registrados no Amazonas.

No trimestre “julho, agosto e setembro”, o total de focos detectados chegou a 14.412. Na comparação com a série histórica iniciada em 1988, os dados estão muito acima da média para o período, que é de 7.244. Ou seja, quase o dobro.

Na comparação com o mesmo trimestre em 2022, com 18.202 registros de focos de queimadas, houve uma redução de 20,8%.

PeríodoJulhoAgostoSetembro
20191371 focos6668 focos3026 focos
20202119 focos8030 focos4270 focos
20211173 focos8588 focos2799 focos
20221428 focos8116 focos8659 focos
20231947 focos5474 focos6991 focos
Máximo2119 focos8588 focos8659 focos
Média709 focos3532 focos3003 focos
Mínimo9 focos180 focos168 focos
Fonte: https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/
Reprodução: https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/

Em toda a Amazônia Legal, no trimestre, foram registrados 63.233, um número menor que o registrado em 2022, quando o total de focos chegou a 96.878.

No balanço parcial do ano, quatro municípios do Amazonas estão no ranking dos 10 com mais focos de incêndios registrados no Brasil, são eles:

  • Apuí, em 3º lugar, com 1.860 focos;
  • Lábrea, em 4º, 1.797;
  • Novo Aripuanã, em 5º, com 1.411;
  • e Manicoré, em 9º, com 1.068.
Reprodução: https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/

Fumaça invade cidades

Desde o início da estação seca, várias cidades têm sofrido com a fumaça proveniente de queimadas em seus entornos. Há relatos de fumaceiro intenso, por exemplo, em Manacapuru e Maués.

Nas últimas semanas foi a vez da capital Manaus ser encoberta por nuvens de fumaça de forma mais intensa.

A fumaça registrada na noite do dia 20 de setembro e manhã do dia 21, segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), teve origem nos municípios de Autazes, Careiro e Iranduba, somado à influência dos ventos trazidos pelo Atlântico Sul, o que é um evento anormal para a Amazônia.

Combate aos incêndios

De acordo com informações do governo, entre 12 de julho e 17 de setembro, o Corpo de Bombeiros atendeu 1.193 ocorrências de incêndio, sendo 473 destes casos na capital.

Leia mais:

COMPARTILHE