A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) avança com o inquérito epidemiológico de aves em 38 municípios do estado. Este ano, a medida ganha peso maior devido ao estado de emergência sanitária no Brasil por conta dos casos de Influenza Aviária.
Em janeiro, o Amazonas realizou a primeira etapa do inquérito epidemiológico, acompanhando a avicultura industrial. Agora, o trabalho se volta ao segmento de avicultura de subsistência, em especial em propriedades próximas a cursos d’água.
Segundo a Adaf, esse trabalho de coleta coincide com o momento de alerta para a influenza aviária. Nesta semana, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirmou os primeiros casos de Influenza no Rio Grande do Sul, detectando o vírus em aves da espécie Cygnus melancoryphus, conhecida como cisne-de-pescoço-preto.
Até o momento, foram encontrados 36 animais sem vida no Rio Grande do Sul, e o governo federal declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em função da detecção da infecção pelo vírus de alta patogenicidade – H5N1.
Embora não haja casos confirmados no estado do Amazonas até o momento, é importante que todas as regiões estejam atentas e preparadas para lidar com essa doença avícola.
O que é o Inquérito Epidemiológico de Aves?
O Inquérito Epidemiológico de Aves, que está em sua segunda fase no Amazonas, é uma ferramenta que vem auxiliando este trabalho de intensificação do monitoramento no estado.
Ele tem por objetivo detectar, de forma precoce, casos de Influenza Aviária e Doença de Newcastle nas populações de aves domésticas e silvestres; demonstrar a ausência de ambas as doenças na avicultura industrial, de acordo com as diretrizes internacionais de vigilância para fins de comércio; e monitorar a ocorrência de cepas virais da IA para subsidiar estratégias de saúde pública e saúde animal.
A primeira etapa do inquérito epidemiológico de aves aconteceu em janeiro deste ano e esteve voltada à avicultura industrial. Neste momento, está acontecendo em 38 municípios do Amazonas a segunda etapa do trabalho, voltada ao segmento de avicultura de subsistência, em especial em propriedades próximas a cursos d’água.
O trabalho de coleta ocorre em todo o país e coincide com o momento de alerta para a doença. Até o dia 17 de março deste ano existiam, no Amazonas, 36 granjas comerciais registradas junto à Adaf.
A Adaf vem buscando todas as fontes de recursos disponíveis e realizando articulações institucionais necessárias para superar a emergência zoossanitária. O objetivo é assegurar questões logísticas, recursos financeiros e materiais tecnológicos necessários para executar as ações de emergência.
A autarquia reforça que não há mudanças no status brasileiro de livre da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) perante à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), por não haver registro na produção comercial.
A Portaria nº 587, publicada pelo Mapa em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) do dia 22 de maio deste ano, prorroga, por tempo indeterminado, a suspensão da realização de exposições, torneios, feiras e outros eventos com aglomeração de aves e a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos de todas as unidades da federação.
Segundo a médica veterinária da Adaf e coordenadora do inquérito epidemiológico de aves no Amazonas, Fernanda Rech, na avicultura industrial devem ser reforçadas medidas de biosseguridade como uso de telas de proteção, evitando a presença de buracos e a consequente entrada de animais silvestres nos plantéis; restrição da entrada de pessoas alheias à produção; e desinfecção de veículos.
“No caso da avicultura de subsistência, como a maioria das aves tem a criação livre, caso não seja possível manter os animais em ambiente reservado, é importante que a alimentação e a água fiquem em local fechado para que aves silvestres não sejam atraídas. É importante destacar, ainda, que não há relatos de transmissão da Influenza Aviária por meio do consumo da carne de aves e ovos”, destacou.
A Adaf orienta que as pessoas não recolham aves doentes ou mortas, e notifiquem o serviço veterinário oficial (Adaf) para evitar que a doença se espalhe.
A comunicação pode ser feita junto a um escritório local da Adaf, pelo AdafOuv no número (92) 99380-9174 ou por meio do Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (e-Sisbravet): https://sistemasweb4.agricultura.gov.br/sisbravet/manterNotificacao!abrirFormInternet.action
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