No Amazonas, 79,3% da população usou internet no ano passado. O número é menor que a média nacional, que foi de 87,2%. Com isso, o Amazonas foi o antepenúltimo posição, em nível nacional, ficando atrás apenas do Acre e do Maranhão. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora tenha evoluído, o estado não conseguiu acompanhar o crescimento do uso da internet no mesmo nível que outras unidades da federação. Em 2016, 54,4% acessaram internet, e, em 2022, passou para 79,3%.
No Estado, assim como no restante do país, o maior percentual de acesso à internet é feito por telefone móvel celular (75,1%). Embora a maioria esteja neste item, o Amazonas fica entre os que menos fazem uso do equipamento. Outros 25,8% acessam a internet utilizando microcomputador.
De acordo com a pesquisa, os estudantes amazonenses (79,2%) estão entre os que menos acessaram internet no período de referência da pesquisa, ficando à frente apenas de Roraima (78%). Os estudantes do Distrito Federal lideraram com 98,8%, e a média nacional foi de 92,2%.
Por que os amazonenses não estão usando internet?
No Amazonas, os principais motivos apontados para o não uso da internet, em 2022, foram que o acesso à internet ou ao equipamento eletrônico eram considerados caros (30,2%); que o serviço de acesso à internet não estava disponível nos locais que costumavam frequentar (15,1%); falta de necessidade (27,6%); falta de tempo (1,3%); não sabiam utilizar a internet (22,8%); preocupação com privacidade ou segurança (1,9%).

Banda Larga
Em 2022, no Amazonas, 99,9% da utilização de internet nos domicílios foi por meio de banda larga, sendo 72% por banda larga fixa e 92,3% por banda larga móvel. Apenas 64,3% dos domicílios amazonenses utilizaram ambos os serviços.
Nos domicílios do país em que havia utilização da internet, o percentual dos que usavam banda larga móvel passou de 79,2% para 81,2% entre 2021 e 2022. Ao passo que o percentual dos domicílios que utilizavam a banda larga fixa aumentou de 83,5% para 86,4% nesse mesmo período.

Telefones fixo e celular
Ano passado, no Amazonas, em 95,4% dos domicílios havia telefone, sendo que o telefone fixo convencional estava presente em apenas 3,7% e o telefone móvel em 95,1% dos domicílios. Somente 4,3% dos domicílios amazonenses tinham telefone fixo convencional e móvel celular. O percentual de pessoas, de 10 anos ou mais, que tinham telefone celular para uso pessoal, no Estado, em 2022, foi de 75,1%.
A pesquisa identificou que nos domicílios brasileiros em que havia telefone fixo convencional o rendimento médio foi de R$ 2.951,00 enquanto naqueles com telefone móvel celular esse rendimento foi de R$ 1. 727,00.


Telefonia móvel nos domicílios
O funcionamento do serviço de telefonia móvel celular alcançou 86,4% dos domicílios amazonenses em 2022. No país o alcance foi de 92% dos domicílios.
Entre os anos de 2016 a 2022, observou-se no Brasil um aumento no número de domicílios em que foi informado que o serviço de rede móvel celular ali funcionava, para Internet ou para telefonia. O aumento foi de 86,2% para 92%, no período supracitado. Isso ocorreu tanto em área urbana como em área rural.
