sábado, 7 de novembro de 2026

Amazonas é o terceiro colocado em atividade industrial em maio

Pesquisa realizada pelo IBGE coloca o Amazonas em terceiro lugar em atividade industrial em maio, perdendo apenas para Paraná e Pernambuco.
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O Amazonas ficou em terceiro lugar no ranking de crescimento de atividade industrial no mês de maio, com crescimento de 17,3%, segundo pesquisa realizada pelo IBGE.

O Paraná foi o primeiro colocado, com crescimento de 24,1%. Em segundo ficou Pernambuco, com 20,5% de crescimento.

A atividade industrial brasileira apresentou aumento no mês de maio em 12 dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional, na comparação com abril.  

Paraná , Pernambuco e Amazonas foram os locais que apresentaram os aumentos mais fortes.

Os dois primeiros voltaram a crescer após resultados negativos em março e abril, período em que acumularam recuos de 31,8% e 25,4%, respectivamente.

Já o Amazonas interrompe três meses de taxas negativas consecutivas, com queda acumulada de 53,4%.

O resultado, divulgado hoje (8) pelo IBGE, é “reflexo da volta da produção de algumas unidades após a suspensão das atividades por conta da pandemia da Covid-19 em março e, principalmente, em abril”, como explica Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

Maior parque industrial do país, São Paulo levantou a média nacional (7%) ao apresentar aumento na atividade industrial em 10,6% em maio. Paraná (24,1%) e Rio Grande do Sul (13,3%) foram os outros dois locais com maiores influências na taxa positiva nacional.

“O setor de veículos, muito forte em São Paulo e no Paraná, teve atuação importante neste aumento de maio”, exemplifica Bernardo, que também cita o setor de alimentos e o de derivados do petróleo como influenciadores desse índice.

Além destes locais, a Região Nordeste (12,7%) e a Bahia (7,6%) tiveram resultados maiores que média nacional.

Minas Gerais (6,3%), Santa Catarina (5,4%), Rio de Janeiro (5,2%), Mato Grosso (4,4%) e Goiás (3%) completam a lista de locais com aumento da atividade industrial no mês de maio.

Apenas três locais apresentaram recuo, sendo o Espírito Santo (-7,8%) com a queda mais elevada, resultando no terceiro mês seguido de recuo para o estado, com perda acumulada de 30,9% neste período. Os outros dois foram Ceará e Pará, ambos com queda de 0,8%.

Apesar do crescimento na passagem de abril para maio, Bernardo esclarece que o índice ainda está aquém do patamar, como se observa na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

“Em São Paulo, mesmo com a taxa positiva perante abril, maio apresentou o segundo pior patamar da indústria na série histórica, perdendo exatamente para o mês anterior, abril de 2020″, aponta. O início da série histórica da pesquisa foi em janeiro de 2002.

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