quinta-feira, 24 de setembro de 2026

'AM tem pré-sal verde não explorado', diz Taveira sobre estoque de carbono

Segundo o secretário de meio ambiente, Eduardo Taveira, o potencial do estado deve-se ao carbono de estoque, ou seja, a quantidade estocada em 97% da floresta em pé.
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O secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, declarou, ao Realtime1, que a quantidade de carbono de estoque é um pré-sal verde não explorado no estado.

Segundo o secretário, carbono de estoque é a quantidade que está estocada em 97% da floresta preservada e ainda não está no mercado para comercialização.

“Um pré-sal verde ainda não explorado que a gente precisa encontrar mecanismos internacionais que financiem essa oportunidade. Esse é um papel e o Governo do Estado aqui (COP-27)”, afirmou o secretário de meio ambiente.

Ao todo, mais de 809,6 milhões de toneladas de carbono equivalente (tCO2e) estão disponíveis para venda no Amazonas, conforme estimativa do Governo do Estado. Decreto estadual, assinado na última quinta-feira (10), regulamentou o ingresso do Amazonas nesse mercado.

Créditos de carbono são apresentados pelo Amazonas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP27) como alternativa econômica e de preservação da floresta.

Uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono, que vale de 5 a 10 dólares. Com as cotas disponíveis, o estado tem um potencial de captação que vai de US$ 1,6 bilhão a US$ 2,4 bilhões de dólares.

COP27

Comitiva está participação da COP-27 para iniciar as transações do Amazonas no mercado de carbono. Segundo Taveira, a expectativa é avançar na negociação desses créditos disponíveis para comercialização.

“Encontrar mercado para esses créditos de carbono que foram liberados pelo Conaredd. São metas que o Governo do Estado conseguiu atingir e esses recursos serão aplicados nas Unidades de Conservação e também no Fundo Estadual de Mudanças Climáticas, irá beneficiar novos modelos de economia para reduzir as emissões de carbono no estado”, explicou o secretário.

Texto: Larissa Cavalcante

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