quarta-feira, 17 de julho de 2024

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Alfredo da Matta completa 68 anos com programas de saúde ativos

Diretor do hospital destaca o papel da instituição no tratamento das dermatoses no Amazonas.
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Carlos Alberto Chirano Rodrigues, diretor-presidente da Fundação Alfredo da Matta
Diretor-presidente da Fundação Alfredo da Matta, Carlos Alberto Chirano Rodrigues, destaca o papel da instituição no tratamento das dermatoses no Amazonas

A Fundação Hospital Alfredo da Matta (FUHAM) comemora 68 anos de fundação, nesta sexta-feira (25), celebrando com o programa Portas Abertas a redução no números de casos de doenças dermatológicas graves, como a hanseníase, cujo tratamento está no embrião do hospital.

Em entrevista ao RealTime1 Play, o diretor-presidente do Alfredo da Matta, Carlos Alberto Chirano Rodrigues, explicou que o o programa foca em pacientes com dermatoses agudas e que não podem ficar aguardando a vez no Sistema de Regulação natural (Sisreg)

O portas abertas é um mecanismo, uma ferramenta que usamos para atender pacientes com dermatoses agudas. Quem tem erisipela, herpes zoster, uma gonorréia, uma sífilis aguda não pode ficar na fila por 30 ou 60 dias“, pondera o diretor do Alfredo da Matta.

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Chirano reconhece que o mecanismo pode ser incompreendido pela sociedade, mas é o melhor encontrado no Hospital Alfredo da Matta para atender uma demanda de pacientes graves que fica represada no sistema.

A procura é sempre maior que a oferta. Não temos uma rede para atender as pessoas de pronto e na medida da necessidade. sempre vamos ter fila“, completa o médico

Alfredo da Matta foi fundamental no controle da hanseníase

O trabalho de contenção e controle dos casos de hanseníase é destacado por Chirano, uma vez que o Estado deixou de ser o líder no ranking do número de casos para ser o décimo sexto atualmente

“Sempre acho que a efetividade do trabalho do Alfredo da Matta foi vital no controle e graças a contribuição dos nossos especialistas, nossos pioneiros, que trabalharam quando a hanseníase não tinha cura, essas pessoas expuseram suas vidas atendendo estes pacientes”, afirmou.

De acordo com os números do SUS, hoje a hanseníase atinge 7.8 amazonenses a cada 100 mil habitantes. nossa meta é um a cada 100 mil habitantes. No auge eram 120 casos a cada 100 mil habitantes .

O diretor-presidente do Alfredo da Matta também destaca a criação do programa Dermato Saúde Amazonas, que leva atendimento especializado em dermatologia aos municípios do interior do Estado.

O programa funciona em duas etapas, com uma equipe de profissionais fazendo a triagem e seleção de pacientes com dermatoses e no segundo momento estes pacientes são atendidos pela equipe de médicos especialistas, que completam o diagnóstico e fazem o tratamento.

Os programas, segundo Chirano, são importantes para identificar, por exemplo, pacientes com câncer de pele, pois todos os dias chegam a Fundação um caso novo. “Geralmente em fase avançada, porque o paciente fica escondendo, com medo, não veio a consulta”, revela.

Neste caso tudo fica pior, conforme o direitor-presidente, pois o custo desse pacientes para a rede SUS aumenta, a taxa de cura piora, o tempo de recuperação será maior e em uma parte dos casos haverá mutilação de um palpebra, uma orelha ou lábio.

Chirano lembra que o câncer de pele é uma doença de adulto, crianças dificilmente pegam a doença, sempre acima de 40 anos e com as lesões em áreas expostas ao Sol, como face, braços e pernas.

Confira a entrevista na íntegra:

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