quarta-feira, 23 de setembro de 2026

A falsa ciência e as "mudanças climáticas"

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Geólogo, PhD, pesquisador da Amazônia. Especialista na geologia da Amazônia e da América do Sul

Ocorreram centenas de aquecimentos e de resfriamentos ao longo do tempo, dos quais os mais conhecidos e estudados são aqueles que aconteceram desde há 700-750 milhões de anos.

O grande gerente do clima é o sol: quando emite mais energia (como durante maior atividade das manchas solares), a Terra esquenta; quando a emissão de energia solar decai, o clima esfria. 

Em segundo lugar estão os fatores astronômicos, como mudanças na órbita da Terra (aproximando-se ou afastando-se do sol), variações na rotação e na inclinação do eixo terrestre (entre outros ocasionando alterações nas correntes marinhas e nas estações climáticas), e finalmente, impactos de meteoritos que podem alterar dramaticamente o clima e, em decorrência disso, provocar extinções em massa.

O terceiro fator de modificação do clima é o vulcanismo: O vulcanismo aéreo pode produzir volumes enormes de partículas, as quais são lançadas em altitudes de 15.000 metros e que ficam circulando na atmosfera durante anos. Essas partículas (nuvem piroclástica) reduzem a incidência da luz e da energia solar, causando um esfriamento.

Apenas um evento vulcânico, como a explosão do vulcão Pinatubo nas Filipinas em 1991 baixou a temperatura global em 1,8 graus durante dois anos.

Percebe-se que a eventual ocorrência de múltiplos vulcões ativados simultaneamente, o esfriamento da Terra pode ser de vários graus centígrados. Outro tipo de vulcanismo pouco conhecido da população e ignorado pela falsa ciência é o vulcanismo submarino.

Sabe-se que existem dez vezes mais vulcões submarinos do que vulcões aéreos. As cadeias meso-oceânicas do Atlântico e do Pacífico, cada uma com 11.000 km de extensão, abrigam milhares de focos vulcânicos não explosivos. Estão em média a 1.800-2.000 metros de profundidade e geram em torno de 10 bilhões de metros cúbicos de lava com 1.200 graus, todos os anos.

Essa lava muito quente e volumosa aquece a água do mar, que tem temperatura entre 5 e 8 graus na mencionada profundidade. A água aquecida é menos densa e sobe até a superfície provocando evaporação, mais umidade e mais chuvas.

O tão falado, mas nunca explicado pelos climatistas, evento El Niño é um exemplo localizado desse fenômeno.

A geração de lava submarina não é constante, havendo períodos de maior (aquecimento) ou menor (esfriamento) atividade vulcânica, gerando períodos mais quentes, úmidos e chuvosos, intercalados com períodos mais frios e menos úmidos (tipo “La Niña”).  

O quarto fator de alteração do clima é a ação antrópica. Esta é localizada nas grandes áreas urbanas onde a diminuição ou eliminação da vegetação, a impermeabilização asfáltica do solo, emissão de gases e partículas de carbono pela indústria e por veículos, etc., aumentam a tempertaura entre 1 e 4 graus formado as IUC (Ilhas Urbanas de Calor). Todavia, a ação antrópica tem efeitos localizados, com pouca ou nenhuma implicação global.

Climatistas da ONU (IPCC-International Panel on Climate Change) e de vários locais, fazem uma correlação simplória, associando o aquecimento com emissões humanas de CO2 e ignorando a ação do Sol e do vulcanismo (!!!).

Uma equação simples, mas errada: As emissões de CO2 aumentam e a temperatura da Terra cresce: Bingo! As emissões antrópicas de CO2 é que seriam responsáveis pelo aquecimento (sic).

A ciência capenga já se equivocou inúmeras vezes com pensamentos simplistas não demonstrados cientificamente.

Em tempos recentes, houve a época do pulmão-do-mundo, quando a Floresta Amazônica era “interpretada” como grande geradora de oxigênio (Fernside, Lovejoy, etc.). Esses “pesquisadores”, todavia, “esqueceram” que as florestas tropicais produzem mais CO2 do que O2.

O INPA, em Manaus, demonstrou isso cabalmente e então, não se fala mais no pulmão-do-mundo….

Outro exemplo de Falsa Ciência foi o Buraco de Ozônio.

Isso era assunto diário na mídia na segunda metade da década de 1990 e princípio do século 21. Mais uma vez, uma interpretação simplória: as emissões de gases CFC (Cloro-Flúor-Carbono) cresciam e o “buraco” de ozônio aumentava. Bingo! Os gases CFC é que causavam a depleção de ozônio (O3)!

A indústria parou de fabricar gases CFC e passou a produzir gases tipo HFC (Hidro-Flúor-Carbono), que custam 400% a mais do que os gases CFC custavam. Aqui, portanto, a Falsa Ciência teve por trás um direto interesse econômico.

Estudando bolhas de ar em gelo antigo da Antártica, pesquisador da Universidade de New Hampshire demonstrou que há 480.000 anos a atmosfera tinha menos da metade do conteúdo atual em ozônio. Nessa época, obviamente não havia atividade industrial, tampouco emissões de CFC.

Esse trabalho provou que a redução de ozônio é causada por outros fatores de origem NATURAL.

A história recente de nosso planeta (Período Quaternário) é marcada pela incidência de quatro glaciações intercaladas com períodos interglaciais.

Nos períodos glaciais, ocorre aumento das calotas polares, esfriamento, redução de umidade, diminuição de chuvas, rebaixamento do nível dos oceanos, redução ou eliminação das florestas tropicais, que são substituídas por savanas.

Nos períodos interglaciais acontece o contrário, ou seja, as calotas polares diminuem, há aquecimento, aumento da umidade, aumento nas chuvas, crescimento do nível dos oceanos, redução das savanas, que são substituídas (total ou parcialmente) por florestas.

A intercalação de glaciações com aquecimentos é produto direto da variação nas emissões de energia pelo sol. A última glaciação, denominada WÜRM, começou há 68.000 anos e terminou há 12.000 anos. Até então, não havia Floresta Amazônica e a região era dominada por vegetação tipo savana.

Estamos em um período interglacial pós-Würm que apresenta um lento e contínuo aquecimento desde há 12.000 anos. É desnecessário enfatizar que, pela época em que ocorreu, esse aquecimento não teve nenhuma associação com atividade antrópica ou industrial.

As curvas de aumento de temperatura e de aumento do nível dos oceanos, desde 12.000 anos até hoje, são lineares e contínuas, não se observando nenhum pico a partir de 1850, quando começou a revolução industrial e o uso de carvão mineral aumentou exponencialmente.

O esfriamento mais intenso já registrado na história Terrestre principiou há 720 milhões de anos e durou 60 milhões de anos, terminando há 660 milhões de anos. Esse notável esfriamento, segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology) foi causado pela diminuição na energia emitida pelo sol. As calotas polares cresceram tanto que se encontraram no equador, cobrindo todo planeta, configurando a “Terra bola-de-neve”.

Nesse esfriamento extremo, a quantidade de CO2 na atmosfera era de 3200 ppm, ou seja OITO VEZES mais do que na atmosfera atual. Essa é a primeira e marcante evidência de que o CO2 não tem ou tem muito pouca relação com aquecimento.

A segunda evidência está nas glaciações do Período Carbonífero /Devoniano Superior (380-340 milhões de anos), quando a atmosfera continha 1800 ppm de CO2, ou seja QUATRO VEZES acima dos valores atuais. No esquema simplório dos climatistas, não poderia haver período de forte esfriamento com uma atmosfera rica em CO2 (3200 e 1800 ppm). Já no Eoceno (50 milhões de anos), ocorreu forte aquecimento, quando despareceu todo gelo dos polos e das montanhas. O nível do mar subiu 200 metros. Pois bem, a quantidade de CO2 no ar era baixa, 500 ppm, ligeiramente acima dos valores atuais (450 ppm).

Climatistas afirmam que o gado é um perigo para a humanidade por que a digestão dos bovinos produz metano (CH4). Muitas pessoas deixaram de comer carne para “salvar o planeta”.  Aqui uma das leis mais elementares da física é ignorada: a Lei da Gravidade.

O metano é um gás muito leve (d=0,66), muito mais leve que o nitrogênio (d=1,17) e o oxigênio (d=1,33). A Terra não tem força gravitacional para manter o metano na atmosfera. Todo metano produzido escapa para o espaço sideral. Segundo a conhecida Lei de Jeans, lei do escape atmosférico.

O dióxido de carbono (d=1,84), ao contrário do metano, é mais pesado que o Nitrogênio e o Oxigênio. Ele não fica homogeneamente distribuído na atmosfera, como pensam os climatistas. Por ser mais denso, ele fica concentrado na superfície dos continentes e dos oceanos, onde é lentamente absorvido.

O mundo já desperdiçou dois trilhões de dólares para “mitigar os efeitos do aquecimento global”. Há muita gente sendo beneficiada com a falácia do aquecimento gerado por atividade antrópica. Se todas as emissões humanas de CO2 fossem eliminadas, não aconteceria nada com o clima, já que o atual aquecimento é comandado pelo sol.

Não temos como, absolutamente, intervir nas emissões de energia do sol. Países da Europa Ocidental, ainda 100% colonialistas (exceto Portugal e Espanha) emitem “créditos de carbono” e muitos países, como o Brasil, se submetem aos interesses colonialistas.

Não digo neocolonialistas, por que o colonialismo europeu é contínuo desde o século 16. O termo “créditos de carbono” realça a ignorância dos climatistas. Se o problema é o dióxido de carbono, deveriam falar em “créditos de dióxido de carbono”, já que CO2 e carbono são substâncias distintas, com propriedades físicas e químicas totalmente diferentes. 

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