A balança comercial do Amazonas em janeiro é um bom panorama do que o Estado precisa fazer para virar a chave do modelo Zona Franca de Manaus.
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, o Estado importou US$ 1.210.421,19 e vendeu míseros US$ 74.787,96, um déficit na balança comercial do Amazonas em janeiro de US$ 1.135,633,23.
A participação das importações na balança comercial do Amazonas em janeiro foi de 94,18%. Já as exportações representaram apenas 5,82% do comércio bilateral do Estado.
Tanto importações quanto exportações tiveram comportamentos divergentes em relação a dezembro de 2022. As importações no último mês do ano passado chegaram a US 1.191.836,12, US$ 18.585,07 a menos que em janeiro.
As exportações de dezembro tiveram comportamento oposto. Naquele mês o Estado vendeu US$ 96.751,06, bem mais que os US 74.787,96 de janeiro.
Balança comercial complica Zona Franca
Esse desequilíbrio entre o que compramos e o que vendemos para o exterior é um dos pontos fracos da Zona Franca de Manaus, pois este desempenho se reflete na balança comercial brasileira, que precisa ser superavitária para manter reservas internacionais em dólar.
“Sempre cobram do Amazonas um maior estímulo às exportações, mas como costumo dizer esse modelo foi criado para fazer outra coisa, substituir as importações e neste sentido ela foi bastante exitoso”, afirma o economista Sérgio Gonçalves.
Histórico de déficit na balança comercial
O histórico de déficit na balança comercial do Amazonas repetiu-se no ano passado, quando as importações chegaram a casa de US$ 14,2 milhões e as exportações foram de US$ 907 mil.
Também em decorrência do modelo industrial da Zona Franca de Manaus, os principais produtos importados serviram como matéria-prima para as empresas. Confira os três mais importados:
- Circuitos integrados e micro-conjuntos eletrônicos: US& 2,9 milhões;
- Peças: US$ 952 mil
- Petróleo ou derivados betuminosos: US$ 932 mil
Já as exportações principais foram de produtos alimentícios e, caso único, motocicletas. No total, as exportações em 2022 chegaram a US$ 361,1 mil. Os três melhores neste ranking foram:
- Preparações alimentícias, com US$ 192,7 mil
- Óleo de soja, com US$ 164,8 mil
- Motocicletas, com US$ 148 mil.
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