quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Transparência e controle são marcas que Bosco quer na Suframa

Em entrevista exclusiva ao RealTime1, superintendente da Suframa também fala sobre as expectativas para o novo CBA.
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Jornalista Gerson Severo Dantas entrevista o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva
Bosco Saraiva quer Suframa mais aberta para órgãos de controle e com dados transparentes

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, afirmou em entrevista ao RealTime1 Play que a principal marca que deseja imprimir na gestão da autarquia é a de maior transparência e controle de dados e apresentá-los aos órgãos de controle.

“Quero absoluta transparência das ações e para isso precisamos abrir a Suframa de uma forma que todos possam acessar as informações a respeito do nosso polo industrial”, afirmou Bosco Saraiva.

O superintendente da Suframa argumenta que na autarquia está concentrado a gerência deste programa de desenvolvimento regional fundamental para o Norte do País e que é preciso avançar nos controles em todos os setores, como o de tecnologia para que, de qualquer canto do Brasil, seja possível ter acesso às informações sobre operações, internações de mercadorias, projetos e pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&Di)

“O P&Di tem um volume muito grande de recursos e precisamos jogar luzes sobre a aplicação deles todos os dias”, afirmou.

Sobre a fiscalização destes recursos, alvo de um relatório entregue pelo ex-superintendente Algacir Poulsin à Controladoria Geral da União com vários questionamentos a investimentos feitos na gestão do antecessor dele, o coronel Alfredo Menezes, Bosco explica que a Suframa não participa da aplicação dos recursos, apenas fiscaliza as empresas e os entes que desenvolvem as pesquisas para o desenvolvimento de novas tecnologias e novos produtos.

O fundo de P&Di é formado por 5% do faturamento das empresas do polo de informática e de algumas indústrias que tiveram Processos Produtivos Básicos (PPBs) vinculados à cessão de recursos a esse fundo e, nesse ano, deverão chegar a R$ 2,3 bilhões.

A expectativa da Suframa é aplicar quase 10% disso, aproximadamente R$ 200 milhões, no novo Centro de Bionegócios da Amazônia, o CBA, considerado por Bosco Saraiva como um “passaporte para o futuro” da economia do Amazonas.

Conforme o superintendente, nessa nova formatação, o investimento em P&Di via CBA só acontecerá se ao final der origem a um novo negócio, com geração de emprego e renda no Amazonas

Suframa na reforma tributária

Bosco Saraiva também destacou a situação da Zona Franca nas discussões sobre a Reforma Tributária que acontecem na Câmara Federal e avaliou que estamos bem seguros com a presença dos deputados Sidney Leite (PSD), Saullo Vianna (União Brasil) e Adail Filho (Republicanos) na comissão que apresentará o texto que será votado.

“Além disso, já temos um consenso de que é preciso manter nossas vantagens porque a Zona Franca foi importante para a preservação da nossa floresta, algo que é desejado pelo mundo”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra no canal RealTime1 Play

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