Professor de História da rede pública do Amazonas e ativista do movimento estudantil em Manaus, Yann Evanovick trocou a capital amazonense por Brasília, em fevereiro, para assumir no governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva o posto de coordenador-geral de Políticas para a juventude do Ministério da Educação (MEC).
Em entrevista ao canal RealTime1 Play Yann Evanovick falou sobre a rotina dele em Brasília e os planos do governo Lula para a juventude estudantil, com problemas que envolvem escolas de tempo integral, ensino técnico, evasão escolar, novo ensino médio e programas como o ProJovem.
Sobre a escola de tempo integral, o professor do Amazonas destacou que esse modelo de educação é vista com carinho no MEC, onde o ministro Camilo Santana e a secretária-executiva Izolda Cela, ex-governadores do Ceará, lideraram o processo que culminou com a inclusão de 80 escolas cearenses entre as 100 melhores do País no Enem e no Ideb.
Segundo ele, há dois prismas em discussão:
“Um perspectiva é a escola física, voltada para a integralidade do ensino em um mesmo lugar. Agora há outra possibilidade, com um aluno fazendo o ensino regular pela manhã e à tarde cursar robótica, artes em outros lugares”, explicou.
Nessa segunda perspectiva, o professor amazonense destaca que o sonho é transformar a escola de tempo integral em realidade possibilitando que o estudante fique mais tempo na escola sendo melhor alimentado, preparando-se para as praticas de trabalho via ensino técnico.
Sobre estes, Yann afirmou que o ministério já tem a secretaria de Ensino Tecnológico, que cuida dos Institutos Federais, mas que essa modalidade de ensino deve ser ofertada a partir de uma conexão melhor com o tempo atual e as realidades regionais.
“Hoje, por exemplo, o pintor naval é altamente remunerado, mas não temos pintores navais. Se tivermos um curso técnico poderemos formar um profissional que pode ganhar até mais que um profissional com nível superior”, defendeu.
MEC e a evasão escolar
O professor do Amazonas defende que a evasão escolar é um problema que afeta os jovens a partir de multíplos fatores, como a escola pouco interessante, a violência, falta de renda dos pais e até mesmo a falta de perspectiva dos formandos.
“Eu dediquei minha vida ao passe livre, que virou uma realidade em Manaus, porque muitos colegas meus, e eu sou filho da escola pública, abandonaram a escola porque o pai não teinha dinheiro para pagar a passagem de ônibus”, afirmou Yann
Suporte do MEC ao ensino superior privado
Yann também afirmou que está discutindo dentro do ministério a extensão de políticas que já existem nas universidades e institutos públicos para estudantes de universidades privadass.
“Muitos filhos de trabalhadores estão na universidade particular. Há em Manaus alguns lugares com grandes concentrações de universidades privadas e que talvez os estudantes delas precisem de um restaurante universitário público. Por que não?”, defende o professor.
Confira a entrevista na íntegra: