quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bactérias amazônicas podem combater doenças agrícolas

Resultados do estudo avançam no desenvolvimento de produto ecologicamente sustentável para controlar doenças agrícolas.
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Pesquisa realizada no Amazonas identificou oito espécies de bactérias mostrando atividade inibitória contra o fungo Rhizoctonia solani, causador da podridão-radicular.

Esse fungo é conhecido por afetar as raízes de culturas de grande relevância econômica, tais como tomate, soja e feijão.

As bactérias estudadas combatem a doença vegetal e promoviam o crescimento saudável das plantas, com potencial no controle biológico de pragas.

No estudo, mais de 50 bactérias foram testadas in vitro contra um fungo fitopatogênico, mostrando uma ação de combate superior a 70%.

As bactérias foram testadas em mudas de tomateiro, tanto para avaliar sua capacidade de proteção contra o fungo, quanto para verificar seu potencial de promoção do crescimento vegetal em diferentes épocas do ano.

Os resultados desse estudo avançam no desenvolvimento de um produto seguro e ecologicamente sustentável para controlar doenças agrícolas.

Entre as bactérias mais promissoras no combate ao fungo, destacam-se espécies dos gêneros Streptomyces, Alcaligenes, Priestia e Bacillus.

O uso de microrganismos na luta contra essas doenças assegura alimentos puros e sem contaminação de produtos químicos tóxicos, desde o agricultor até o consumidor final.

Sobre o projeto

Pesquisadores das áreas de química, biologia molecular, agronomia, microbiologia e estatística colaboraram no projeto “Caracterização funcional e Controle biológico de fitopatógenos de importância agrícola com base em bactérias do Rio Negro e Solimões”.

O estudo recebeu apoio financeiro da Fapeam e teve, além da Ufam, participação da Embrapa, do Inpa, da UEA, da Unifesp, da UFMT e da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

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