O consumidor amazonense pagou o combustível mais caro do País, com valores bem acima da média nacional. É o que diz a pesquisa nacional feita pela Agência Nacional de Petróleo entre 14 a 20 de maio.
Outro dado deste trabalho mostra que no Amazonas é mais vantajoso abastecer com etanol do que com gasolina.
- Gasolina comum: R$ 5.46, redução de 0,55% em relação a semana anterior;
- Etanol: R$ 3,99, queda de 2,44% em duas semanas;
- Diesel S-10: R$ 5,46, queda de 1,97% pela 15a semana consecutiva;
- GLP: r$ 108,00, queda de 0,11% em relação a semana anterior.
No Amazonas, a Refinaria da Amazônia (Ream) informou que segue a politica de paridade de preços internacionais e por isso a redução anunciada pela Petrobras na semana passada não afetam sua politica de preços.
Assim, na semana que passou o Amazonas registrou os preços mais altos de País. A gasolina foi comercializada a R$ 6,49 e o etanol a R$ 4,59, valores que, por sua vez, impactam na inflação local. Com estes preços, é mais vantajoso abastecer com etanol, dizem os técnicos da ANP.
O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas, Marcus Ribeiro, disse que a tendência de preços é de alta. “A Petrobras não influencia em nada no preço aqui. Quem manda é o grupo Atem, proprietário da Ream”, disse.
Combustível vai ficar mais caro
Na avaliação do sindicalista, essa tendência monopolista do grupo Atem vai levar a seguidos aumentos no preço de todos os combustíveis e a única solução seria a Petrobras criar um novo terminal aqui para que houvesse competição e disputa de preços.
“Eles anunciam redução no preço, mas você não vê isso nas bombas”, afirma
A Ream explica que a redução anunciada pela Petrobras no preço dos combustíveis na refinaria não altera a política de preços dela porque não compra combustíveis, mas sim petróleo e o refina com custos próprios em Manaus.
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