Uma nova rodada de negociação entre o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, e representantes de PT, PCdoB e Solidariedade está marcada para esta terça-feira (16), em Brasília, para a definição dos titulares de três superintendências adjuntas da autarquia.
Nesta segunda-feira (15) o Diário Oficial da União trouxe a nomeação dos dois nomes anunciados semana passada por Bosco: Luiz Frederico Oliveira de Aguiar para a superintendência-adjunta Executiva (SAE) e de Daniel Lima Filho para a superintendência de Administração (SAD).
Os dois são profissionais com perfil técnico e vão dirigir superintendências burocráticas. As três que faltam definir os titulares têm atuação mais politica e garantem alta visibilidade para seus titulares. A saber:
- Superintendência-Adjunta de Operações (SAO)
- Superintendência-Adjunta de Projetos (SPR)
- Superintendência-Adjunta de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (SDI)
Estas superintendência têm ainda um segundo atrativo para os políticos, posto que administram em maior ou menor extensão o R$ 1 bilhão em recursos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do fundo composto com recursos das empresas do Polo Industrial de Manaus.
Outra força destes cargos é que eles tem jurisdição sobre projetos e programas que acontecem nos demais Estados da Amazônia Ocidental que integram o “guarda-chuva” da Suframa.
Bosco Saraiva, em rápida conversa com o RealTime1, disse que ainda há indefinição sobre as nomeações, prometidas para ele para a quarta-feira da semana passada, mas que assim que houver definições ele irá informar a imprensa.
Nomes cogitados
Na articulação política que marca a definição dos novos superintendentes adjuntos, há nomes conhecidos da política local, como Vanessa Grazziottin e Eron Bezerra, ambos do PCdoB; José Ricardo Wendling e Valdemir Santana, estes do PT, e o ex-deputado estadual Ricardo Nicolau (Solidariedade). Todos com sólidas carreiras na política partidária ou sindical, mas que atualmente estão fora dos holofotes.
“Há também um forte lobby do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), que está muito forte politicamente junto ao presidente Lula, para fincar um braço aqui na Suframa, mas tudo vai depender destas conversas em Brasília”, revela um alto funcionária da Suframa ouvido em off pelo RealTime1.
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